5 de abril de 2013
8 de outubro de 2012
Fernando Pessoa
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
postado por
Clube do Jornal
às
4:15 p.m.
0
comentários
24 de setembro de 2012
Outono
.jpg)
Se deste outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome, somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente e tão avara
de alegria.
Eugénio de Andrade
Foto de Adriana Estrela Fernandes (11ºB de 2011/2012) in http://photonature09.blogspot.pt/
(colaboração do blog: Experiências em Português)
postado por
Clube do Jornal
às
9:44 p.m.
0
comentários
18 de fevereiro de 2011
Oficina de Escrita - Português-10º Ano
Texto de Apreciação Crítica
postado por
Clube do Jornal
às
12:00 p.m.
5
comentários
Etiquetas: escrita, língua portuguesa, português
4 de dezembro de 2010
À descoberta da Biblioteca Escolar - Bibliopaper
A iniciativa conjunta da disciplina de Português e da Coordenadora da BE teve como objectivos dar a conhecer o espaço e testar a capacidade dos alunos na procura dos recursos existentes na Biblioteca.
Antes da visita, na sala de aula, os alunos ouviram uma breve explicação da professora de Português, Elsa Duarte, sobre algumas regras da BE, que os alunos desconheciam – deixar as mochilas à entrada, ou pedir uma chave para guardá-las num cacifo – e receberam instruções para a realização do Bibliopaper. “ É importantíssimo para os alunos conhecerem a biblioteca, o seu horário e modo de funcionamento, uma vez que muitos são novos na escola e vão precisar da biblioteca ao longo do seu percurso escolar” afirmou a professora Elsa Duarte.
Ao chegar à BE as turmas foram recebidas pela sua coordenadora, Drª Isabel Lino, que explicou minuciosamente o funcionamento da biblioteca e o modo como se pode usufruir dela.
Os livros estão organizados de acordo com a Classificação Decimal Universal, pelo que cada disciplina corresponde a um número: o 0 corresponde à Generalidade; o 1 à Filosofia; o 3 às Ciências Sociais; o 4 não existe para a eventualidade de se poder “encaixar” uma nova disciplina; o 5 corresponde à Matemática e às Ciências Naturais; o 6 às Ciências Aplicadas; o 7 às Artes e Desporto; o 8 à Língua. Linguística e à Literatura; e, por fim, o 9 à História, à Geografia e às Monografias. Esta classificação ajuda a encontrar melhor a obra que se pretende.
Na BE encontram-se livros com etiqueta vermelha, que não se podem levar para casa, por serem livros raros ou com um só um exemplar, e outros com etiqueta amarela, que podem ser requisitados pelo prazo de cinco dias úteis. Oferece também uma grande variedade de obras, desde autobiografias, romance, comédia, aventura, livros técnicos, publicações periódicas, etc.

Para além das obras em papel, a Biblioteca dispõe ainda de meios audiovisuais e computadores com acesso à internet, onde os alunos podem estudar, fazer pesquisas ou simplesmente passar momentos de lazer jogando, lendo revistas e jornais. Os DVDs, cassetes e CDs podem também ser requisitados durante três dias úteis. Por fim, os alunos realizaram um Bibliopaper, elaborado pela professora de Português. Os grupos, previamente organizados na sala de aula, receberam o questionário, que consistia na descodificação de enigmas e na execução de tarefas, tendo em vista o conhecimento de temáticas variadas: conteúdos disciplinares, cultura geral, funcionamento e valências da BE, …
A actividade decorreu em clima de entusiasmo e entreajuda, causando a menor perturbação possível. Pode-se afirmar que a visita foi um sucesso!
Texto-Colagem elaborado com base nas notícias previamente redigidas pelos seguintes alunos: Ana Fonseca, Ângela Fonseca, Daniela Canário e Inês Varanda do 10º C e Adriana Estrela, Adriana Prata, Carina Tavares, Inês Duarte, Leonardo Viegas, Mariana Rebelo, Marina Paraíso, Micael Santos, Miguel Vaz, Miguel Ferreira, Pedro Abrantes e Susana Carvalho do 10º B
postado por
AMM
às
8:30 a.m.
12
comentários
Etiquetas: actividades, biblioteca, português
29 de novembro de 2010
Dia dos Clubes - Português
Professora Estagiária Andreia Carriço
20 de outubro de 2010
Actividade na sala de aula
Estagiária de Português/Espanhol
Joana Gomes n.º 11 – Rebanho
E com o meu rebanho a olhar
Sinto a alegria no ar.
Pedro Esteves n.º 19 – Som
O som dos pássaros a cantar
A todas as pessoas vai encantar.
Joana Roberto n.º 10 – Relva
Sinto o aroma da relva fresca
Que chega até mim com o sabor da liberdade
E a sua cor alegre faz-me rejuvenescer a alma.
Vânia Pais n.º 27 – Pedra
Pedra, um objecto frio e triste,
Mas puro e natural
Que me leva para a natureza divinal.
André Madaleno n.º2 – Gente
Vê-se tanta dessa gente,
Que lhes dói puxar pela mente…
Filipe Costa n.º 7 – Poeira
O meu olhar no meio da poeira
É como um doente com cegueira.
Inês Fonseca n.º 9 – Chuva
Quando a chuva cai e a claridade desaparece
O cheiro húmido anuncia a chegada do tempo frio.
Sílvia Rodrigues n.º24 – Fruto
Levantando o olhar vejo-te, belo fruto.
Fruto pecador que dás tanto sabor
A quem te consegue provar.
Eduarda Morais n.º 29 – Erva
E sentindo a erva que cresce, devagar, debaixo de mim,
Sei que sou como ela, e cresço,
Amadureço, até que alcanço o meu fim.
postado por
AMM
às
10:37 p.m.
0
comentários
Etiquetas: actividades, núcleos de estágio, português
9 de março de 2010
“À Descoberta Dos Maias”
No passado dia 29 de Janeiro de 2010, todas as turmas de 11º ano tiveram o prazer de assistir a uma palestra que excedeu as expectativas, não só ao nível de conteúdo, como também ao nível organizacional. Este evento, que teve lugar no auditório da nossa escola, realizado no âmbito da disciplina de Português, incidiu sobre a obra “Os Maias”, de Eça de Queirós. O colóquio foi orientado pelo Professor Doutor Gabriel Magalhães, a convite das professoras estagiárias de Português/Espanhol. Foi uma experiência enriquecedora, na medida em que não se cingiu apenas a uma decomposição do romance de Eça de Queirós, como veremos infra.
Gabriel Magalhães é professor de Literatura na Universidade da Beira Interior, tendo também leccionado aulas em Espanha – país onde viveu muitos anos e onde fez o seu doutoramento. Escreve contos e romances e publicou recentemente o livro “Não Tenhas Medo do Escuro”. Depois das devidas apresentações, o Professor iniciou a sua dissertação sobre a obra e os seus personagens e, com a finalidade de as organizarmos esquematicamente, pediu a colaboração de alguns alunos presentes para uma “figuração estática” tendo estes ocupado lugares em cadeiras posicionadas de acordo com as relações estabelecidas entre as personagens principais na história.
Mas esta conferência não se ficou só pelo resumo da obra. Depois de sermos guiados pelos caminhos românticos d’ “Os Maias” foi feita uma análise, não só à história em si, mas também ao contexto em que, ao tempo, Portugal vivia, a nível político, económico e social. Assim, a obra de Eça de Queirós foi enquadrada num Portugal recentemente industrializado, com uma perspectiva muito derrotista, muito pessimista. Tirando a natureza (o Tejo, Sintra, Santa Olávia…), é tudo uma «choldra ignóbil». Predomina uma visão de estrangeirado, de quem só valoriza as «civilizações superiores» – da França e Inglaterra, principalmente.
Eça juntou, na sua obra-prima, as qualidades e os defeitos da sociedade portuguesa, que ainda hoje se verificam, o que é apanágio deste nobre escritor. De um lado, temos a família Maia, representada em três gerações: Afonso da Maia, o patriarca; Pedro da Maia, seu filho e Carlos da Maia, o protagonista, filho de Pedro e neto de Afonso. Estes três primeiros representam uma linhagem de homens cujo dinamismo era uma característica, sendo que todos apoiavam a ideia de que aquele Portugal necessitava de uma forte renovação; e ainda João da Ega, o amigo inseparável de Carlos da Maia, progressista e crítico, sarcástico do Portugal Constitucional, considerado também como a projecção literária do próprio escritor. Por outro lado, Dâmaso Salcede, nascido na burguesia, arvorava-se ares de chique e conquistador, mostrando a sua face mais repugnante ao sentir-se rejeitado pela personagem principal, Carlos da Maia. Sendo que, nesta última personagem o escritor projecta o que de pior podia haver na burguesia daquele Portugal. Todas estas figuras têm relações amorosas instáveis ou até mesmo casamentos falhados, o que é um dos temas centrais desta história, para além do tão propalado incesto entre Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Mais do que uma crítica de costumes, a novela mostra-nos um país que se dissolve, incapaz de se regenerar. Apesar de toda esta visão derrotista, pode ver-se que subsiste ainda alguma esperança implícita em determinadas passagens.
A ideia que se tenta transmitir n’ “Os Maias” é antagónica àquela que tende a “saltar à vista”: a de um Portugal demasiado ferido para cicatrizar, em que todas as estruturas capazes de o fazer se encontram apáticas. A concepção principal é, como o Professor soube explorar muito bem, que a aptidão para a nossa nação se reorganizar reside nos jovens. É neles (em nós) que está a chama do futuro, um futuro sustentável, que só será conseguido se todos formos empreendedores, exigentes connosco mesmos, dinâmicos, activos e independentes. Será este o trilho para que se consiga compor uma sociedade capaz, com todas as ferramentas necessárias para reedificar a glória e o orgulho do “peito ilustre lusitano”, de que falava o Poeta, para que sejamos um dos grandes. Exemplos desta nossa idoneidade são todos os trabalhos, pesquisas e desenvolvimentos, em todas as áreas do saber, que temos vindo a empreender desde há muito e que são premiados todos os anos a nível europeu e internacional. Nada é impossível para nós, nada é impossível para os Portugueses, “Nobre Povo, Nação Valente”.
João Calheiros de Moura
postado por
EMD
às
8:30 a.m.
0
comentários
11 de dezembro de 2009
FERNANDO PESSOA - uma outra face
O Professor Doutor Dionísio Vila Maior, professor na Universidade Aberta, um especialista em estudos pessoanos e um exímio orador, veio apresentar-nos a época modernista e desmistificar algumas "ideias feitas" a propósito de Fernando Pessoa.
Perante uma plateia de alunos presa ao discurso fluente, acutilante, provocatório e animado, o Doutor Dionísio Vila Maior apresentou a época modernista, recorrendo à música, a pequenos filmes da época e à pintura. Ao mesmo tempo, ia estabelecendo paralelos entre os acontecimentos marcantes daquela época com as vivências da actualidade.
Sobre Fernando Pessoa referiu, vincadamente, a genialidade que o define, deu a conhecer a sua vasta e diversificada obra e debruçou-se sobre a génese dos heterónimos, fazendo uma leitura crítica e surpreendente da carta de Fernando Pessoa dirigida a Adolfo Casais Monteiro.
Desmistificou ideias e preconceitos relativamente à personalidade e hábitos do Poeta, salientou o comprovado trabalho e empenho que este impunha a si próprio em tudo o que fazia e lançou um apelo aos alunos para o tomarem como exemplo, dando o máximo em tudo o que se propuserem fazer, tendo brio em todas as actividades que desenvolverem, pois nada se consegue sem um trabalho afincado e persistente.
O Doutor Dionísio Vila Maior teve, ainda, a amabilidade de oferecer a todos os presentes um dos livros da sua autoria "Introdução ao Modernismo".
As Professoras
Elsa Duarte (fotos) e Mª do Carmo Abrantes(texto)
26 de janeiro de 2009
Visita de Estudo a Queluz e Sintra - I
Em Sintra efectuou-se o percurso Queirosiano (Eça de Queiroz) com a ajuda de um Guia da Câmara Municipal.
A visita de estudo decorreu no âmbito da disciplina do Português.
postado por
Clube do Jornal
às
1:59 p.m.
2
comentários
Etiquetas: departamento de línguas românicas, português, queluz, sintra, visitas de estudo
10 de junho de 2008
Agradecimento
Queremos dirigir uma palavra de especial reconhecimento e gratidão às nossas Orientadoras de Estágio, Mestre Olga Fonseca e Dra. Maria do Carmo Neves, que foram para nós verdadeiras candeias.
Sentimo-nos muito lisonjeados por termos feito parte dessa Escola, onde esperamos deixar saudades.
.
Bem-hajam. Votos de muitas felicidades.
Tatiana da Fonseca e Pedro Nave
postado por
EMD
às
11:23 p.m.
0
comentários
Etiquetas: agradecimentos, inglês, núcleos de estágio, português
23 de maio de 2008
9º ano em visita a Coimbra
postado por
smbc
às
10:35 p.m.
3
comentários
Etiquetas: ciências, coimbra, departamento de línguas românicas, português, visitas de estudo
7 de maio de 2008
Os Novos Caminhos da Gíria - Amanhã no Auditório
"Os Novos Caminhos da Gíria" é o tema de uma comunicação que será proferida por um especialista na área, convidado pelos professores do grupos de estágio de Português-Inglês. O tema é destinado aos alunos do 3º ciclo mas o convite encontra-se aberto a todos os docentes que desejam estar presentes para além dos que acompanham os alunos. Será às 10h, no auditório da escola.
postado por
smbc
às
2:17 p.m.
1 comentários
Etiquetas: colóquios, inglês, núcleos de estágio, palestras, português
1 de abril de 2008
April Fools' Day ou All Fools' Day
April Fools' Day or All Fools' Day, though not a holiday in its own right, is a notable day celebrated in many countries on April 1. The day is marked by the commission of hoaxes and other practical jokes of varying sophistication on friends, enemies and neighbours, or sending them on fools' errands, the aim of which is to embarrass the gullible. Traditionally, in some countries, the jokes only last until noon. If you play a trick on someone after this time you are the April Fool. Elsewhere, for example in France, the jokes may last all day.The origins of this custom are complex and a matter of much debate. It is likely a relic of the once common festivities held on the vernal equinox, which began on the 25th of March, old New Year's Day, and ended on the 2nd of April.
Though the 1st of April appears to have been observed as a general festival in Great Britain in antiquity, it was apparently not until the beginning of the 18th century that the making of April-fools was a common custom. In Scotland the custom was known as "hunting the gowk," i.e. the cuckoo, and April-fools were "April-gowks," the cuckoo being a term of contempt, as it is in many countries. One of the earliest connections of the day with fools is Chaucer's story the Nun's Priest's Tale (c.1400), which concerns two fools and takes place "thritty dayes and two" from the beginning of March, which is April 1.
postado por
smbc
às
2:54 p.m.
0
comentários
Etiquetas: efemérides, inglês, núcleos de estágio, português
25 de janeiro de 2008
A Sala dos Espelhos: Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett
postado por
smbc
às
8:41 p.m.
0
comentários
Etiquetas: inglês, núcleos de estágio, palestras, português
22 de janeiro de 2008
Palestra - “A Sala dos Espelhos – Garrett e Frei Luís de Sousa”
A iniciativa destina-se a toda a comunidade escolar interessada em participar.
A organização está a cargo do núcleo de estágio de Português - Inglês.
postado por
smbc
às
12:32 p.m.
0
comentários
Etiquetas: garrett, inglês, núcleos de estágio, palestras, português
9 de janeiro de 2008
À Conversa com... Rita Taborda Duarte
postado por
smbc
às
2:29 p.m.
0
comentários
Etiquetas: escritores, inglês, núcleos de estágio, palestras, português
23 de março de 2007
Preparando o Futuro...
As turmas A, B e C do 9º ano participaram ontem, dia 22 de Março numa visita de Estudo, no âmbito das Disciplinas de Ciências Naturais e de História.
No final, uma lição: "Coimbra tem mais encanto"...
No Museu Mineralógico e Geológico da FCTUC
e depois no recém-criado Museu da Ciência no antigo
Laboratório Chímico...
Na Faculdade de Medicina, uma antiga sala de autópsias,
convertida em sala de aulas é invadida pelos alunos da Campos Melo
Quando se espera o tempo custa a passar, mas a boa disposição foi uma constante...
Uma foto de família, no Jardim Botânico da Universidade deCoimbra
A fonte dos amores....de Pedro e Inês...na Quinta das Lágrimas
Uma paisagem de fazer inveja....ainda na Quinta das lágrimas e antes do regresso a casa
postado por
smbc
às
8:48 p.m.
2
comentários
Etiquetas: ciências, coimbra, departamento de línguas românicas, história, português, visitas de estudo












