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21 de outubro de 2011

20 de Outubro - Feriado Municipal da Covilhã

O passado da Covilhã remonta aos tempos da romanização da Península Ibérica, quando foi castro proto-histórico, abrigo de pastores lusitanos e fortaleza romana conhecida por Cava Juliana ou Silia Hermínia. Quem mandou erguer as muralhas do seu primitivo castelo foi D. Sancho I que em 1186 concedeu foral de Vila à Covilhã. E, mais tarde, foi D. Dinis que mandou construir as muralhas do admirável bairro medieval das Portas do Sol. Era já na Idade Média uma das principais “vilas do reino”, situação em seguida confirmada pelo facto de grandes figuras naturais da cidade ou dos arredores se terem tornado determinantes em todos os grandes Descobrimentos dos sécs. XV e XVI: o avanço no Oceano Atlântico, o caminho marítimo para a Índia, as descobertas da América e do Brasil, a primeira viagem de circum-navegação da Terra. Em plena expansão populacional quando surge o Renascimento, sector económico tinha particular relevo na agricultura, pastorícia, fruticultura e floresta. O comércio e a indústria estavam em franco progresso. Gil Vicente cita “os muitos panos finos”. O Infante D. Henrique, conhecendo bem esta realidade, passou a ser “senhor” da Covilhã. A gesta dos Descobrimentos exigia verbas avultadas. As gentes da vila e seu concelho colaboraram não apenas através dos impostos, mas também com o potencial humano. A expansão para além-mar iniciou-se com a conquista de Ceuta em 1415. Personalidades da Covilhã como Frei Diogo Alves da Cunha, que se encontra sepultado na Igreja da Conceição, participaram no acontecimento. A presença de covilhanenses em todo o processo prolonga-se com Pêro da Covilhã (primeiro português a pisar terras de Moçambique e que enviou notícias a D. João II sobre o modo de atingir os locais onde se produziam as especiarias, preparando o Caminho Marítimo para a Índia) João Ramalho, Fernão Penteado e outros. Entre os missionários encontramos o Beato Francisco Álvares, morto a caminho do Brasil; frei Pedro da Covilhã, capelão na expedição de Vasco da Gama para a Índia, o primeiro mártir da Índia; o padre Francisco Cabral missionário no Japão; padre Gaspar Pais que de Goa partiu para a Abissínia; e muitos outros que levaram, juntamente com a fé, o nome da Covilhã para todas as partes do mundo. Os irmãos Rui e Francisco Faleiro, cosmógrafos, tornaram-se notáveis pelo conhecimento da ciência náutica. Renascentista é Frei Heitor Pinto, um dos primeiros portugueses a defender, publicamente, a identidade portuguesa. A sua obra literária está expressa na obra “Imagem da Vida Cristã”. Um verdadeiro clássico. A importância da Covilhã, neste período, explica-se não apenas pelo título “notável” que lhe concedeu o rei D. Sebastião como também pelas obras aqui realizadas e na região pelos reis castelhanos. A Praça do Município foi até há poucos anos, de estilo filipino. Nas ruas circundantes encontram-se vários vestígios desse estilo. No concelho também. Exemplos de estilo manuelino também se encontram na cidade. É o caso de uma janela manuelina da judiaria da Rua das Flores. É o momento de citar o arquitecto Mateus Fernandes, covilhanense, autor do projecto da porta de entrada para as Capelas imperfeitas, no mosteiro da Batalha.
As duas ribeiras que descem da Serra da Estrela, Carpinteira e Degoldra, atravessam o núcleo urbano e estiveram na génese do desenvolvimento industrial. Elas forneciam a energia hidráulica que permitiam o laborar das fábricas. Junto a essas duas ribeiras deve hoje ser visto um interessante núcleo de arqueologia industrial, composto por dezenas de edifícios em ruínas. Nos dois locais são visíveis dezenas de antigas unidades, de entre as quais se referem a fábrica-escola fundada pelo Conde da Ericeira em 1681 junto à Carpinteira e a Real Fábrica dos Panos criada pelo Marquês de Pombal em 1763 junto à ribeira da Degoldra. Esta é agora a sede da Universidade da Beira Interior na qual se deve visitar o Museu de Lanifícios, já considerado o melhor núcleo museológico desta indústria na Europa.
A Covilhã foi, finalmente, elevada à condição de cidade a 20 de Outubro de 1870 pelo Rei D. Luís I, por ser “uma das villas mais importantes do reino pela sua população e riqueza”.


5 de outubro de 2011

5 de outubro - Implantação da República

A propósito do feriado do 5 de Outubro…
Os últimos anos do regime monárquico foram marcados por um clima de crise económico/financeira o que provocou um forte descontentamento social, sobretudo, nos setores da burguesia e do operariado. O rápido crescimento do partido republicano, o ultimato inglês de 1890 e a revolta de 31 de Janeiro de 1891, foram outros fatores que ditaram a queda da monarquia.
Face a este clima de tensão o rei dissolveu o Parlamento e entregou a chefia do governo a João Franco, que passou a governar em ditadura.
A oposição ao regime monárquico atingiu o máximo de violência em Fevereiro de 1908, quando o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe foram mortos num atentado no Terreiro do Paço.
Com o regicídio, assumiu o trono D. Manuel II, filho segundo de D. Carlos e de D. Amélia. O rei procurou acalmar a situação e demitiu, de imediato, João Franco. Porém, o fim da monarquia era assumido como inevitável.
No dia 5 de Outubro de 1910, foi proclamada a República consequência duma revolução militar, mas também civil, que contou com o apoio da Carbonária e da Maçonaria.
Nomeia-se um Governo Provisório, presidido por Teófilo Braga, cuja principal função era assegurar o governo do País até à aprovação da Constituição Republicana e à eleição do 1º Presidente da República.
O Governo Provisório adoptou, desde logo, uma nova bandeira, uma nova moeda (o escudo) e o hino nacional passou a ser A Portuguesa.



As professoras de História: Otília Geraldes e Fernanda Paiva

25 de abril de 2010

25 de Abril... Sempre!

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.




Vídeo, breve, produzido pelo Grupo Disciplinar de História da Escola Básica 2/3 da Torre, com o apoio da Coordenadora TIC - 2006/07.

36 anos depois...

O teu rosto

É o teu rosto ainda que eu procuro
Através do terror e da distância
Para a reconstrução de um mundo puro.

Para quem tem muita curiosidade, um vídeo mais completo:

Recorda-o não só nos dias de festa from Videoteca Municipal de Lisboa on Vimeo.


13 de abril de 2010

Público na Escola

CONCURSO NACIONAL
DE JORNAIS ESCOLARES
2009/10

PROJECTO PÚBLICO NA ESCOLA

Desde que nasceu, em 1990, no ano do lançamentodo jornal PÚBLICO, o Projecto PÚBLICO na Escola tem incentivado o uso dos media na escola enquanto instrumentos ao serviço da inovação pedagógica e da aprendizagem da vida cívica e uma reflexão crítica sobre a lógica específica dos diversos meios de comunicação social.

CONCURSO NACIONAL DE JORNAIS ESCOLARES


O Concurso Nacional de Jornais Escolares, que se realiza anualmente, pretende estimular o aparecimento das publicações escolares e o aperfeiçoamento das existentes, cumprindo assim um dos primordiais objectivos do PÚBLICO na Escola.
Durante mais de uma dezena de anos, o Projecto PÚBLICO na Escola apreciou publicações em papel e jornais electrónicos — além de outros trabalhos na área da comunicação — realizadas por muitos milhares de alunos e muitas centenas de professores de estabelecimentos de ensino de todos os graus de ensino básico e secundário de todo o país, que constituíram inestimáveis contributos para a melhoria da vida escolar.

Este ano

O PÚBLICO na Escola associa-se às comemorações do primeiro centenário da implantação da República em Portugal, que se assinala em 5 de Outubro de 2010, sugerindo que a efeméride seja objecto de um tratamento privilegiado na imprensa escolar. O centenário da República pode ser aproveitado para promover ou aprofundar a participação na vida pública, particularmente, dos alunos do ensino básico e secundário, instando-os a um envolvimento mais activo na feitura de jornais e de revistas escolares que tragam uma nova energia cívica à vida dos estabelecimentos de
ensino e das comunidades em que se inserem. Aos prémios habituais, acrescentam-se, este ano, duas distinções concedidas pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

O que é uma República?
As respostas vão, agora, ser dadas pelos jornais escolares.

O nosso jornal escolar já é candidato, por isso fica aqui o desafio: Vamos escrever artigos sobre o tema em questão - A REPÚBLICA - e vamos "correr o risco" de...ganhar!

Mais informações em: http://static.publico.clix.pt/pubnaesc/pdf/publiconescoqueeumarepublica.pdf

20 de janeiro de 2009

A História em directo


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Um português de 15 anos na Tomada de Posse

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18 de outubro de 2008

138º Aniversário da Cidade da Covilhã

Na próxima segunda-feira, dia 20, é feriado porque se comemora o 138º ANIVERSÁRIO da Elevação da COVILHÃ a Cidade.
Às 11:30h decorrerá, na Câmara Municipal, a SESSÃO COMEMORATIVA que inclui:
-Homenagem a diversas personalidades e instituições
-Assinatura de protocolos de Colaboração
-Entrega de prémios aos projectos do Troféu Liberty Seguros/Parkurbis CRIAR 08
-Apresentação das obras literárias “Os Paços do Concelho da Covilhã-50 Anos” e “Covilhã Metamorfose” editadas pela Câmara Municipal da Covilhã.
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Os Paços do Concelho construídos por Cláudia Farias e Margarida Nunes do 7ºB.
BB, NRD e MRS

8 de outubro de 2008

Saber quem somos e quem fomos


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No átrio da Escola está patente ao público,
durante esta semana,
uma exposição de trabalhos do 7º ano,
sobre o 5 de Outubro.
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18 de maio de 2008

Dançar Sobre a História

Teve lugar na passada sexta-feira,
na zona histórica da Covilhã, uma noite
dedicada à dança e à expressão de sentimentos...
Organizada pelo Conservatório de Música da Covilhã
com produção e coreografia da Profª Ana Seixas.
Quatro coreografias em Quatro espaços da cidade.



Parabéns aos participantes pelo espectáculo de "emoções na noite"...

Apoios: Câmara Municipal da Covilhã;

Junta de Freguesia de Sta. Maria

23 de março de 2007

Preparando o Futuro...

As turmas A, B e C do 9º ano participaram ontem, dia 22 de Março numa visita de Estudo, no âmbito das Disciplinas de Ciências Naturais e de História.
No final, uma lição: "Coimbra tem mais encanto"...


No Museu Mineralógico e Geológico da FCTUC
e depois no recém-criado Museu da Ciência no antigo
Laboratório Chímico...

Na Faculdade de Medicina, uma antiga sala de autópsias,
convertida em sala de aulas é invadida pelos alunos da Campos Melo

Quando se espera o tempo custa a passar, mas a boa disposição foi uma constante...

Uma foto de família, no Jardim Botânico da Universidade deCoimbra


A fonte dos amores....de Pedro e Inês...na Quinta das Lágrimas

Uma paisagem de fazer inveja....ainda na Quinta das lágrimas e antes do regresso a casa

11 de janeiro de 2007

Apelo

Apelo
Para a história do Fio Condutor

O primeiro Fio há 16 anos
O clube do Jornal da Campos Melo pretende reconstituir as séries do Fio Condutor, cujo arquivo existente na BE/CRE tem muitas lacunas.
Como tal, se tiver em casa números antigos do nosso Fio, e estiver na disposição de se desfazer deles, entregue-os no Conselho Executivo!
A história, a escola e o clube agradecem.

8 de janeiro de 2007

Martinho da Arcada


Martinho da Arcada
225 anos de alimento à inspiração poética

Situado na Praça do Comércio, o emblemático café e restaurante lisboeta Martinho da Arcada, inicialmente com o nome de Casa da Neve, está de parabéns pelos 225 anos.
Nele se guardam memórias de assíduos clientes e grandes artistas como Bocage, Eça de Queirós, Cesário Verde e Fernando Pessoa.
Os alunos de algumas turmas do 12º ano da ESCM tiveram, recentemente, oportunidade de o visitar no decorrer da Visita de Estudo a Lisboa/ Mafra.
A notícia no próximo Fio Condutor.
Para saber mais:

2 de janeiro de 2007



A ESCM faz esta semana 123 anos!




A 03 de janeiro de 1884 foi criada na Covilhã uma Escola Industrial, com o fim de "ministrar o ensino apropriado às indústrias predominantes n'aquella localidade, devendo este ensino ter uma forma eminentemente prática".
(cit. in Decreto, subscrito pelos Ministros das Obras Públicas e da Instrução Pública, respectivamente António Augusto de Aguiar e Hintze Ribeiro).
A 5 de Janeiro de 1884, em sessão extraordinária, a Câmara Municipal da Covilhã, "congratulando-se por ver atendida uma das mais imperiosas necessidades d'este município, qual a da instrução profissional", deliberou pôr à disposição um edifício destinado a este fim.
(cit. in Acta da Sessão Extraordinária da Câmara Municipal da Covilhã.)

Programa das comemorações do Dia da Escola na página da ESCM .
Veja