6 de fevereiro de 2008

Peça do Mês de Fevereiro 2008 - Roda de encher canelas


"Roda em pinho com a função de encher canelas, composta por um fuso cravado num pequeno carretel disposto horizontalmente e por uma roda com eixo e aro metálico liso, montados sobre uma espécie de mesa de quatro pés".
Com o valoroso contributo dos colegas do Clube do Museu.

30 de janeiro de 2008

Exposição do Curso Profissional de Design






Nas fotografias acima colocadas surge a prova de que os alunos dos cursos profissionais da Campos Melo se encontram motivados e empenhados quanto aos temas das áreas disciplinares que constituem o seu currículo escolar. No átrito principal da escola encontram-se expostas algumas peças de mobiliário e de iluminação criadas nas disciplinas de Materiais e Tecnologias e Design de Equipamento.
A turma reponsável pela criação das peças - modernas e com cores bastante apelativas - é o 10ºI do curso profissional de Desing da nossa escola.

Parabéns Sofia - 12ºF

A Sofia Laia é aluna do 12º F e foi premiada pela APCC - Associação de Paralesia Cerebral da Covilhã tendo o logotipo que apresentou a concurso sido escolhido de entre uma série de propostas. O prémio foi recebido com agrado. Aqui fica o testemunho na primeira pessoa:

"O logótipo apresentado é o resultado de um desafio. O “Concurso do logótipo” para a APCC foi apresentado pela professora Ana Fidalgo na disciplina de Oficina de Artes do 12º ano, do curso de Artes Visuais. A ideia desenvolvida, depois de alguns esboços, baseou-se essencialmente na força das iniciais do nome da Associação de Paralisia Cerebral da Covilhã, conferindo-lhes posteriormente um ajustamento geométrico e cores que permitissem uma agradável e fácil visualização. Depois de saber que o meu projecto foi o eleito estive presente no jantar "Covilhã Solidária" na sexta -feira, onde se inaugurou a nova Associação e onde me foi entregue o certificado de 1º lugar."
O Breves online dá os parabéns à Sofia cujo prémio constitui a prova que o talento se adquire e cultiva muito antes da entrada no mundo universitário.

28 de janeiro de 2008

Curso de Análise laboratorial em visita à Bial



Os alunos do Curso Profissional Técnico de Análise Laboratorial, 10ºF, visitaram a empresa farmacêutica Bial no dia 23 de Janeiro, acompanhados pelas Professoras Guida Silva e Ana Nave. Nas suas instalações nos arredores do Porto tiveram a oportunidade de visitar a unidade de produção local onde são fabricados medicamentos para todos os mercados em que o grupo opera: Europa, América, África e Ásia. Visitaram também os sofisticados laboratórios de controlo de qualidade, a farmoteca e o centro de armazenagem de matérias-primas e medicamentos que se encontra bastante automatizado.
A empresa farmacêutica desenvolve actividade investigativa em diversas áreas terapêuticas: sistema músculo-esquelético, sistema nervoso central, sistema cardiovascular, sistema respiratório, sistema digestivo e imunoterapia.
Produz e comercializa fármacos entre os quais antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, antiasmáticos, anti-histamínicos, cardiovasculares, antidepressivos, ansiolíticos, antianémicos, antiulcerosos, entre muitos outros.
A Bial acaba de assinar um contrato de licenciamento exclusivo com a empresa farmacêutica norte-americana Sepracor para o desenvolvimento e comercialização nos EUA e no Canadá do antiepiléptico (BIA 2-093) desenvolvido pelo grupo Bial. Uma empresa de sucesso que os alunos da Campos Melo puderam visitar.
Site da empresa na internet aqui

26 de janeiro de 2008

Imagens em fps

O clube de cinema realizou um trabalho de adaptação das melhores imagens que percorrem imensos mails na Internet votadas pelos internautas em whatatop.com. Aqui fica o registo de pós produção.

25 de janeiro de 2008

A Sala dos Espelhos: Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett



Na quarta-feira decorreu a palestra sobre "A Sala dos Espelhos: Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett", proferida pelo professor doutor Gabriel Magalhães, da UBI.
O tema da obra de Almeida Garrett retrata a vida de D. Manuel Coutinho e da sua esposa D. Madalena de Vilhena, uma mulher muito supersticiosa, que acredita que qualquer sinal fora do normal é uma chamada de atenção para acções futuras, um presságio. D. Manuel, um homem corajoso e patriota, possuidor de um grande amor por Madalena, não se importa com o passado da sua esposa, mas esta vive com muitos receios quanto ao facto do seu primeiro marido, D. João de Portugal, possa estar vivo, apesar de ter sido supostamente morto na batalha de Alcácer Quibir.
D. João de Portugal acaba mesmo por regressar a Portugal tornando ilegítimo o casamento de Madalena com D. Manuel. Este facto valoriza o amor, mesmo contra os ideais sociais da época.
O dramatismo desta obra é mais acentuado quando o autor concede ao casal uma filha, Maria de Noronha, uma jovem que sofre de tuberculose. Pura, ingénua, curiosa, corajosa, perfeitamente inocente dos actos dos seus pais é a personificação da própria beleza e pureza, que se consegue originar mesmo num casamento condenável. É-lhes concedido também um aio, Telmo Pais, leal ao seu antigo amo, D. João de Portugal. Para além de ser contra o segundo casamento de D. Madalena é conselheiro atencioso e prestativo e tem um carinho enorme por Maria.
O desfecho da obra é originado por Manuel de Sousa que incendeia a sua casa a fim de não alojar os governadores. Ao perceber que D. Manuel destruíra a sua própria casa, Madalena toma esta situação como um presságio, pressentindo que iria perder D. Manuel tal como perdeu a sua casa e o seu quadro. Consequentemente, Manuel vê-se forçado a habitar na residência que dantes fora de D. João de Portugal. Este regressa à sua antiga habitação, como romeiro, e frisa as apreensões de Madalena ao identificar o quadro de D. João. Com esta revelação, o casal decide ingressar na vida religiosa adoptando novos nomes: Frei Luís de Sousa e Sóror Madalena. O conflito desenvolve-se num crescente até ao clímax, provocando um sofrimento (pathos) cada vez mais cruel e doloroso.
Esta obra está tão bem organizada que nada se pode suprimir sem que se altere o conflito e o respectivo desenlace.
Considera-se um drama romântico pois possui algumas características de um clássico: o nacionalismo, o patriotismo, a crença em agoiros e superstições, o amor pela liberdade (elementos românticos); indícios de uma catástrofe, o sofrimento crescente, o reduzido número de personagens, peripécias, o coro (elementos clássicos).
Para ter acesso a este clássico da Literatura Portuguesa em suporte pdf aqui.
A actividade foi dinamizada pelo núcleo de estágio de Português/Inglês.

23 de janeiro de 2008

A Campos Melo na Fórum Estudante

Segundo fontes próximas, foi anunciado que o nosso estabelecimento de ensino iria ser noticiado na secção Escolas da edição de Fevereiro da revista Fórum Estudante.
Concedemos esta honra ao(s) artigo(s) Segurança na Escola, motivo pelo qual a Campos Melo será divulgada a nível nacional pela revista.
No artigo deverão constar não só os factos sobre o tema, mas uma imagem alusiva à escola, enviada pelo colaborador interno.

22 de janeiro de 2008

Clube do Teatro em Lisboa

Acompanhados pela professora Ana Paula Rocha, os membros do Clube do Teatro da escola estiveram recentemente em Lisboa numa visita de estudo de alguns dias onde puderam visitar entre outros locais o Museu Nacional do Teatro e o Museu da Marioneta. A visita permitiu a busca de nova inspiração para promoverem mais actividades na escola. Palavras para quê? As fotografias do vídeo enviado testemunham momentos de grande convívio e camaradagem entre os membros do clube. Para o ano haverá mais?

Palestra - “A Sala dos Espelhos – Garrett e Frei Luís de Sousa”

O Professor Doutor Gabriel Magalhães (UBI) profere amanhã, dia 23 de Janeiro às 15h00m, uma palestra no auditório da escola subordinada ao tema: "A Sala dos Espelhos - Garrett e Frei Luis de Sousa".
A iniciativa destina-se a toda a comunidade escolar interessada em participar.
A organização está a cargo do núcleo de estágio de Português - Inglês.

9 de janeiro de 2008

A Promessa...

No dia do 124º aniversário da nossa Escola,uma "Promessa Presidencial"...

Caminhada Pião - Torre - Pião

A Secção de Montanha do Clube de Campismo e Caravanismo realiza no próximo dia 13 de Janeiro mais uma caminhada. Desta vez propõem "a emblemática Pião - Torre – Pião".
As inscrições realizam-se até dia 11 de Janeiro através do sítio na internet ou pelos seguintes contactos:

Telemóvel: 964 670 230
Mail: smccccovilha@gmail.com
"Esperamos que o percurso seja do vosso agrado e contamos com a vossa presença. "
Uma boa oportunidade para perder os quilinhos a mais associados aos exageros alimentares devido às festas de Natal.

Iniciativa divulgada pelo professor João Ferreira.

À Conversa com... Rita Taborda Duarte

Notícias do núcleo de Estágio em Português e Inglês:
Rita Taborda Duarte foi a escritora convidada para a iniciativa “à Conversa com… uma escritora apresenta-se”, promovida pelo Núcleo de Estágio em Português e Inglês da UBI.
O encontro com a escritora decorreu no passado dia 12 de Dezembro, no auditório da nossa escola, e contou com a presença de vários alunos e professores que não quiseram perder a oportunidade de conhecer melhor esta escritora, que tem já algumas obras de literatura infanto-juvenil publicadas, bem como alguns livros de poesia. Passa pelo sítio da editora Caminho e sabe mais sobre o percurso desta jovem escritora.
Núcleo de Estágio em Português e Inglês

Natal dos Animais - Clube agenda 21



No final do 1ºPeríodo, a iniciativa "O natal dos Animais" pretendeu a recolha de alimentos e brinquedos para entregar a animais carenciados. Os cães do Canil Municipal da Guarda foram contemplados com a recolha de alimentos conseguída através do empenho de alunos, funcionários e professores. A professora Ana Monteiro referiu ao Breves_online, que no canil em causa "o carinho com que os cães são tratados mesmo não sendo a melhor solução final é evidente. A maioria dos cães do canil foi passar o Natal para famílias de acolhimento".
Os interessados em saber mais, podem visitar o hi5 deste canil e contribuir pois toda a ajuda é bem vinda.
Segundo a professora Ana Monteiro, o canil municipal da Covilhã recusou o donativo por motivos de organização própria.
OBRIGADO AOS QUE COLABORARAM COM O CLUBE AGENDA 21.

Artes na Arte


Os alunos do 12ºF participaram na Arte Covilhã, exposição que decorreu na Anil no mês de Dezembro. Os trabalhos, bastante elogiados pelos visitantes, foram criados na disciplina de Desenho A, cuja orientação esteve a cargo dos professores Ana Fidalgo e José Manuel Pereira. A qualidade artística dos alunos da Escola Campos Melo é de tal modo reconhecida que lhes foi encomendado um logótipo para a Associação de Paralisia Cerebral da Covilhã. Algumas pessoas interessadas em adquirir as telas tentaram comprá-las mas os alunos "muito apaixonados pelos seus trabalhos, não vendiam a qualquer preço."

Parabéns pelo mérito e já sabem: Artes é na Campos Melo!

6 de janeiro de 2008

Reconhecimento de Mérito e Esforço


Estes foram os alunos que, no Dia da Escola, receberam os diplomas de reconhecimento de mérito e esforço pelos excelentes resultados obtidos no ano lectivo de 2006/2007.
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ALUNOS DO 9º ANO COM 5 OU MAIS NÍVEIS 5
Luciana Maia Teodózio

Mariana de Brito Serra

ALUNOS DO SECUNDÁRIO COM CLASSIFICAÇÃO FINAL IGUAL OU SUPERIOR A 15 VALORES


Adília Maria Alves Caetano
Ana Luísa Correia Henriques
Ana Pedro Cunha Craveiro
Ana Rita Bernardino Craveiro Sena
Ana Rita dos Passos Campos Meireles
Ana Rita Ribeiro Proença
Ana Sofia Carvalho Barata
Ana Sofia Dias Ferreira
Ana Sofia dos Santos Afonso
Ana Teresa Oliveira Santos Silva
André Neves Carrola
Ângela Sofia Fernandes Alves Francisco
Ângelo Lopes Baptista
Caio Nunes Pereira
Carla Sofia Mendes Crespo
Carlos Eduardo Santos Fonseca
Constança Soares dos Santos
Daniela Pinto Damasceno
Daniela Soares Morgadinho
Diogo Alexandre Reis Wahnon
Duarte de Almeida Albuquerque Simões
Eliana Marisa Marques Baptista
Fabiana Raquel Pinheiro Carriço
Fábio Daniel Mota Freches
Fátima Raquel Milhano dos Santos
Fernanda Gonçalves Abrantes Ribeiro
Francisco António Morais Ferreira Franco
Gabriel Ângelo Salcedas Casteleiro
Gonçalo Pinto de Castelo Branco Freire Mangana
Inês Fátima Esteves Vicente
Inês Margarida Baptista Trindade Martins
Inês Mariana Proença Pinheiro Macedo
Isabel Patrícia Saraiva Casteleiro
Joana Clemente da Costa Venâncio
Joana Filipa de Sousa Monteiro
Joana Isabel Silva Teixeira de Brito
Joana Isilda Serra Reis Quintela Proença
Joana Patrícia Calado Barroso
Joana Rita Pires Arrifano
João Alberto Morgado Mogas Dias Costa
João Alexandre Coito Oliveira
João Nuno Lágio Bordadágua
João Nuno Manteigas da Silva
João Nuno Mingote de Brito
João Nuno Taborda Brás Robalo
João Paulo Gonçalves Amaral
João Pedro Albuquerque Sardinha
João Pedro Cruz Marques
Jorge Alexandre Reis Prata Galhardo Vieira
Jorge Miguel Cunha Ferreira
José Miguel Fiadeiro Lucas
Lara Carolina dos Santos Tavares Neves
Lucinda Cavaca Augusto
Luís Filipe Manteigas da Cunha
Luís Miguel Dinis Diogo
Luís Rabasquinho Baptista
Manuel Ângelo Santos Ribeiro
Marco Meirinho Dias
Maria Carolina Barata Goulão
Maria de Nazaré Valente de Sousa
Mariana Batista Lino
Mariana dos Santos Vieira Graça
Marta Petrucci Cruz Neves
Nelson David Alexandre Correia
Orlando Manuel Pintassilgo Esteves
Patrícia Marisa Casteleiro Geraldes
Patrícia Pereira Aguilar
Raquel Teixeira Lino Roque
Renato José Gonçalves Birra
Ricardo Rodrigues Fernandes
Sara Alexandra dos Passos Campos Meireles
Sara Cristina da Silva Carrola
Susana Filipa Neves Pedro João
Susana Margarida da Conceição Quelhas
Susana Raquel Boucho Palinhas
Tânia Antunes Leitão
Tânia Isabel Silva Pereira
Tânia Vanessa Franco Silveira
Tatiana Filipa Melo Saraiva
Tiago Alexandre Diogo Marques
Tiago Marques Simões
Vânia Serra Correia
Vânia Sofia de Brito Pinheiro
Vasco Miguel Afonso Paulo
Vera Lúcia Magro Ferreira



Para além destes 2 alunos do 3º Ciclo e dos 85 do Secundário, também 45 formandos do RVCC de 2007 receberam os respectivos diplomas de validação e certificação de competências.
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Parabéns a todos!

4 de janeiro de 2008

Escola em Festa - 124 anos

As actividades comemorativas do 124º aniversário da criação da Escola Secundária de Campos Melo desenrolaram-se ao longo de toda a tarde, no auditório da escola.
Inicialmente criada como escola industrial, com o objectivo de promover um ensino apropriado às indústrias predominantes da região, a vocação da escola foi-se lentamente adaptando aos novos contextos sociais e educativos que foram surgindo.
Carlos Pinto, Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, também efectuou o seu percurso escolar na nossa escola e respondeu à chamada para estar presente na sessão de abertura das actividades comemorativas.
Os participantes foram unânimes em reconhecer o mérito e a capacidade da escola em se adaptar às novas exigências e desafios que cada vez mais se colocam, ao mesmo tempo que a cultura de rigor e qualidade no processo de ensino -aprendizagem são uma constante.
Uma das apostas mais recentes da escola, o Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências – RVCC, integrado no programa Novas Oportunidades é a demonstração do dinamismo e da capacidade da escola em se mobilizar em torno de novos projectos.
No final da sessão de abertura, o presidente da edilidade reforçou a promessa de cumprir um dos anseios mais antigos da escola, relativos ao espaço para estacionamento na zona envolvente: a solução deste problema estará, segundo afirmou, para breve. Um aguardado presente na comemoração do aniversário.







No painel "Olhares e Desafios" a plateia constituída em maioria por alunos, teve a oportunidade de conhecer o percurso escolar de três antigos alunos da escola que fizeram uma retrospectiva com bastante saudosismo, dos anos passados na escola. Os antigos alunos encontram-se actualmente inseridos no mercado de trabalho nas áreas das finanças, advocacia e engenharia.



No final foram entregues diplomas de reconhecimento de mérito e esforço aos alunos finalistas do 9º ano e 12º ano (ano lectivo de 2006-2007) que se distinguiram pelos excelentes resultados obtidos no final do ano.
Os antigos alunos do 12º ano receberam o diploma de mérito das mãos da Presidente do Conselho Executivo, Dra. Isabel Fael e tiveram a oportunidade de esclarecer quais as instituições de ensino superior que se encontram a frequentar com vista a obterem formação a nível académico.
Os formandos do RVCC de 2007 também tiveram a oportunidade de receber o diploma relativo à validação e certificação das suas competências.
Entretanto, estamos já a preparar as comemorações dos 125º aniversário para o ano que vem.

ESCM - 124 Anos

Hoje, pelas 11:30 h iniciaram-se as comemorações do 124º Aniversário da nossa Escola com a realização do Peddy-paper em que participaram alunos do 3º C.E.B.
Participaram 14 equipas e todas aprenderam mais "qualquer coisa" sobre a Escola que frequentam.



(Fotos gentilmente obtidas pelo Sr. José Nuno.)

2 de janeiro de 2008

1 de janeiro de 2008

Preso na rede - prendinhas de Ano Novo

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Parece que em 2008 o bom humor ainda vai ser de borla...


Poema de Ano Novo

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nese caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga
Diário XII


31 de dezembro de 2007




Receita de Ano Novo

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Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.



...
...
Que o Ano 2008 tenha muitas Leituras

30 de dezembro de 2007

Nestes tempos... bem temos precisado dela!

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P a c i ê n c i a

Mafalda Veiga e João Pedro Pais

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27 de dezembro de 2007

Preso na rede - E que tal um joguito?

Para agilizar reflexos e desenvolver a motricidade fina, mais jogos aqui.



Preso na Rede - No rescaldo do Natal

Deve ter sido dos vídeos mais recebidos/enviados.
Vale a pena ver aqui.

25 de dezembro de 2007

Leituras de Natal IX - O Menino Jesus

Hoje é dia de Natal
Mas o Menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus.


Recebi cinco brinquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre Menino Jesus,
Faz anos e está despido.

Comi bacalhau e bolos
Perú, pinhões e pudim.
Só ele não comeu nada
Do que me deram a mim.

Os reis de longe trazem
Tesouros, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes
Eu cá fazia uma birra.

Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.


Luísa Ducla Soares

24 de dezembro de 2007

Leituras de Natal VIII - O Suave Milagre

[...]



Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ele o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava um grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!
Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava, com os olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que de desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.
A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, a mãe mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males, ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça engelhada:

- Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e nossa dor mora connosco, dentro destas paredes e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?
A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:- Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!E a mãe, em soluços:

- Oh meu filho como te posso deixar! Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:-

Mãe, eu queria ver Jesus...E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:
- Aqui estou.


Eça de Queiroz






23 de dezembro de 2007

Prendinha de Natal

...10. 000
.....Em 10 meses!...

Para os leitores do BREVES também deixamos um presentinho:
Vale a pena ver aqui

Leituras VII - Compras de Natal


A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu.
As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência.

Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.
Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo, o que hoje em dia quer dizer a última nota de cem cruzeiros, pois, na loucura do regozijo unânime, nem um prendedor de roupa na corda pode custar menos do que isso.
Grandes e pequenos, parentes e amigos são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis. Também eles conhecem todas as lojas e seus preços — e, nestes dias, a arte de comprar se reveste de exigências particularmente difíceis. Não poderemos adquirir a primeira coisa que se ofereça à nossa vista: seria uma vulgaridade. Teremos de descobrir o imprevisto, o incognoscível, o transcendente. Não devemos também oferecer nada de essencialmente necessário ou útil, pois a graça destes presentes parece consistir na sua desnecessidade e inutilidade. Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo (ou mesmo um saco) de arroz ou feijão para a insidiosa fome que se alastra por estes nossos campos de batalha; ninguém ousará comprar uma boa caixa de sabonetes desodorantes para o suor da testa com que — especialmente neste verão — teremos de conquistar o pão de cada dia. Não: presente é presente, isto é, um objeto extremamente raro e caro, que não sirva a bem dizer para coisa alguma.
Por isso é que os lojistas, num louvável esforço de imaginação, organizam suas sugestões para os compradores, valendo-se de recursos que são a própria imagem da ilusão. Numa grande caixa de plástico transparente (que não serve para nada), repleta de fitas de papel celofane (que para nada servem), coloca-se um sabonete em forma de flor (que nem se possa guardar como flor nem usar como sabonete), e cobra-se pelo adorável conjunto o preço de uma cesta de rosas. Todos ficamos extremamente felizes!
São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.