Escola Campo Melo com défice de auxiliares
A Escola Secundária Campos Melo (ESCM) festejou na passada sexta-feira 9, o seu 125º aniversário. A Instituição nasceu com o Decreto de 3 de Janeiro de 1884, subscrito pelos ministros das Obras Públicas e da Instrução Pública, que criou na Covilhã uma Escola Industrial com a finalidade de “ministrar o ensino apropriado às indústrias predominantes n’aquella localidade, devendo este ensino ter uma forma eminentemente prática”. “Vivemos o presente num permanente desafio às nossas capacidades de adaptação, e às novas realidades que estão em constante mutação”, afirma Isabel Fael, presidente do Conselho Executivo (CE), durante a sessão de abertura das comemorações, referindo-se, sobretudo, aos cursos de educação e formação que a Escola lecciona “de forma a encontrar as melhores respostas para o nosso público jovem”. Mas também à associação da Escola com o Estabelecimento Prisional da Covilhã, desde 2003, ou no Centro das Novas Oportunidades (CNO) criado na ESCM. “Ministramos, na prisão, cursos de nível básico e secundário, e procuramos que os nossos alunos, que não prosseguem estudos universitários, o façam nos cursos de especialização tecnológica. Desde 2006 somos CNO, e temos vindo a trabalhar com várias escolas e instituições para elevar o nível de qualificação da população adulta”, refere a presidente. Mas em dia de celebração, Isabel Fael não quis esconder os problemas que assombram a Instituição. “Necessitamos de ver reforçado o nosso corpo de auxiliares de acção educativa, progressivamente reduzido num tempo em que as exigências são cada vez maiores. À Câmara Municipal, pedimos, uma vez mais, uma particular atenção ao reordenamento da envolvência à entrada principal da Escola e dos nossos acessos que por ali se fazem”.
“A rua é estreita, não podemos deitar as casas a baixo”
João Esgalhado, vice-presidente da Câmara da Covilhã, presente na sessão, surpreendeu-se com a questão, “mas já que a partida me foi feita, digo que está prevista uma intervenção urbanística que vai melhorar a primeira parte do troço do arruamento de acesso à Escola.
Ficará com duas faixas de circulação, nos dois sentidos, com passeio e estacionamento”, garante, de forma divertida. “No que respeita à outra parte, que liga a Casa do Menino Jesus até à Santa Zita, a rua é estreita, não podemos deitar as casas a baixo e é difícil resolver o problema, grave, de acessibilidade do percurso até à porta de entrada.
Também o estacionamento será uma obra complexa. Os estudos demonstram que o preço por cada lugar são cinco vezes superiores aos mil gastos nos estacionamentos do centro”, expõe. Fael diz que está à espera de ver o problema resolvido “com a celeridade que a Câmara puder”, assegurando que por ali passam “milhares de pessoas todos os dias”. Para o futuro, a presidente do CE gostaria de ver criados dois espaços desportivos de área descoberta. “Para a criação de um deles necessitávamos da cedência de um terreno por parte da Câmara. Para o outro espaço, já temos informações, da Parque Escolar, que as obras devem arrancar em 2011”, finaliza.
O dia de aniversário foi também aproveitado para a entrega de 157 certificados aos alunos das Novas Oportunidades. “Congratulamo-nos com o trabalho desenvolvido nesta nova frente que é o CNO. Hoje entregamos os certificados do trabalho realizado no ano passado por estes alunos. 55 do 12º ano e 102 do Ensino Básico”, explica Isabel Fael. Em média, um aluno do Secundário, demora dez meses até receber a certificação. Tempo que varia dependendo do percurso do aluno anteriormente. “Pode ser mais se o aluno nunca estudou no Ensino Secundário, ou menos de somente lhe faltam duas ou três disciplinas. AS Novas Oportunidades vieram responder a uma lacuna que havia para a qualificação dos adultos”, defende a directora. Cristina Lopes Dias, directora regional – adjunta da Direcção Regional da Educação do Centro (DREC) sublinha os “frutos alcançados” com a aposta da ESCM na mudança da escola pública. “A nossa meta é qualificar, jovens e adultos, com as Novas Oportunidades. Queremos que todos tenham o 9º ano, mas que depois continuem e que consigam o 12º. Temos que lhes dar ferramentas para poderem ter empregabilidade”, atesta.
In Notícias da Covilhã de 14 de Janeiro de 2009
Ainda que atrasados, os meus parabéns pelos vossos 125 anos.
ResponderEliminarCom a amizade de sempre apesar da ausência.
Parabéns!!!
ResponderEliminarEm nome da ESCM, obrigada.
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