17 de outubro de 2010

Palestra "A importância do romance histórico"










A palestra organizada pela Biblioteca da escola com o escritor Lourenço Pereira Coutinho sobre a “A importância do romance histórico” foi um sucesso e viveu-se num ambiente de descontracção e de partilha de conhecimentos. Desde o início, o escritor cativou todos com a sua simpatia e disponibilidade para responder às questões que o público quisesse fazer. O Dr. Lourenço Pereira Coutinho referiu-se à sua experiência enquanto escritor, ao seu processo criativo, ao intenso trabalho de pesquisa histórica que cada romance exige, e pronunciou-se também relativamente à sua faceta de historiador. Ficámos a saber que o seu fascínio pela história e pela escrita surgiu em tenra idade e foram vários os episódios engraçados que partilhou com o público. No fim, todos os que quiseram puderam comprar obras do escritor que este se disponibilizou a autografar.
Enfim, foi uma experiência enriquecedora e uma conversa privilegiada que muitos souberam aproveitar.




Professora Maria Cardoso

14 de outubro de 2010

A História dos brincos de penas

Eu, índia Pé-Chato, da tribo dos índios Sempre-em-pé, vou contar-te esta história que se passou comigo, embora não pareça ser verdade.
Bem, é claro que algumas coisas não se passaram exactamente como aqui vão contadas, mas é assim que me lembro delas.
Sei que gostas de histórias, sobretudo à hora de dormir, então aqui vai uma para te fazer sonhar.
É a história de... um par de brincos tão especiais que não há outros iguais no mundo inteiro! Ora presta atenção...
Não vou começar por «Era uma vez», porque já ouviste muitas histórias que começam assim e não gostas de repetições. Cá vai então...
Estava um dia muito luminoso. Era o início da Primavera, estação radiosa na verdejante planície da Águia Tonta.
Todas as coisas criadas por Deus brilhavam de forma especial naquela manhã.
O pequeno índio Pé-de-atleta levantou-se bem cedo como é seu costume — especialmente no tempo quente — e pôs-se a correr pelo vale entre as montanhas cheias de rochedos e árvores tão antigas como o tempo.
Lá foi ele, tropeçando, aqui e ali, em caricas de Coca-Cola e caixas de Chiclets vazias (que o velho Oeste já não é o que era, por causa daquilo a que chamam progresso).
O pequeno índio costuma fazer exercício todas as manhãs, porque o pai, o índio Pé-Grande, lhe disse que só assim ficará alto e forte como ele (convém dizer que o índio Pé-Grande pesa mais de 100 quilos, todo nu, só com o colar de dentes de jacaré ao pescoço).
Ora, a certa altura, Pé-de-atleta parou um pouco para descansar e recuperar o fôlego. Foi então que viu cair, mesmo à frente do seu nariz arrebitado (o único nariz arrebitado da nossa tribo), seis pequenas penas de cores diferentes que, estranhamente, poisaram aos seus pés com toda a suavidade.
Pé-de-atleta baixou-se, recolheu as penas com cuidado para não as estragar e, de novo em pé, pôs-se logo a olhar para o céu…
Nem sombra de ave, qualquer que fosse! Nem condor, nem águia, nem abutre.
O pequeno índio voltou a olhar para as penas que tinha na mão.
Eram bonitas! Seriam mesmo de pássaro como pareciam? Talvez fossem penas de anjo, mas, segundo ouvira o professor Pé-Calçado dizer, as penas de anjo são sempre brancas — mais ainda do que a neve que cobre as montanhas no Inverno —, brancas e muito brilhantes, como se tivessem o Sol lá dentro. Já o vigilante da escola, o índio Pé-Descalço, garantira que os anjos maus tinham penas pretas, mas ninguém ligava muito ao que ele dizia. Na verdade, a sua ambição era ser o curandeiro da tribo, mas tinha ficado desclassificado no concurso por ser tão ignorante que não sabia distinguir uma gota de veneno de serpente cascavel de uma lágrima de crocodilo…
Pé-de-atleta voltou a olhar o céu com toda a atenção como quando seguia o voo de um papagaio de papel que escapara das mãos de um menino da grande cidade, ou quando procurava descobrir uma estrela nova. Porém, nada avistou. Nem ave nem anjo voavam por aquelas bandas naquela manhã.
Intrigado, o nosso amigo guardou as penas e dirigiu-se para a aldeia.
Pela altura do Sol, viu que já eram horas de se apresentar no tipi (nome dado a uma tenda índia) da sua tia Pé-de-meia.
Bem se lembrava de que a tia Pé-de-meia prometera dar-lhe um colar de dentes de urso (já usado) quando ele completasse dez anos de idade, o que acabara de acontecer, na véspera.
Uma promessa é uma promessa! Um índio sabe que deve cumprir o que prometeu.
E Pé-de-atleta lá foi, apressando o passo, de cabelo ao vento, entre voos de insectos coloridos.
A tia Pé-de-meia estava sentada confortavelmente dentro do seu tipi.
Via-se que estava concentrada a coser uma manta muito velha que já tinha dez remendos e cheirava a tantas coisas que atraía coiotes e lobos, mesmo que passassem a
grande distância.
Curioso sobre o seu achado, o pequeno índio resolveu perguntar-lhe se ela sabia a quem teriam pertencido as penas que trazia consigo.
A resposta da tia Pé-de-meia não se fez esperar.
— Ao Tio Patinhas — disse ela, para quem o Tio Patinhas era o pato mais interessante de que ouvira falar. De facto, ele era o ídolo que tanto desejava conhecer, por ser quase tão poupado como ela.
Neste momento, entrou no tipi da tia Pé-de-meia o índio Pé-de-salsa, ajudante do cozinheiro do Chefe da tribo, que vinha trazer uns biscoitos que o cozinheiro Pé-de-porco fizera. Pé-de-salsa ouvira a resposta da tia Pé-de-meia e deu logo a sua opinião: — Toda a gente sabe que as penas do Tio Patinhas são brancas. — Então, pensou um pouco e acrescentou:— Eu digo que são penas de falcão.
Cada vez mais intrigado, o pequeno índio Pé-de-atleta agradeceu à tia o presente que recebera: o colar (muito usado mas ainda com três dentes em bom estado, os restantes estavam cariados ou partidos).
Em seguida, provou um biscoito e despediu-se.
Depois, foi para o seu tipi esperar pela hora da reunião da tribo à volta da fogueira. Nessa altura, segundo esperava, iria satisfazer a sua curiosidade porque algum dos mais velhos haveria de saber dar-lhe uma resposta clara. Os mais velhos sabiam coisas incríveis — até os nomes das estrelas, que eram mais do que todos os antepassados da tribo juntos!
O feiticeiro da tribo estava de férias, numa praia do Brasil. Assim, quando a noite caiu — catrapuz! — sobre a aldeia, o ajudante do feiticeiro, o índio Pé-de-escuteiro, foi buscar lenha e fez a fogueira com todo o rigor, como só ele sabia fazer.
Quando já se via uma bela chama a sair dos ramos, Pé-de-escuteiro abanou a cabeça para cima e para baixo, satisfeito.
A fogueira estava magnífica, digna do índio mais exigente do planeta!
Então, pôs-se a cantar para chamar toda a gente.
Como cantava alto e francamente mal, todos vieram a correr, como sempre, para evitar que caísse sobre a aldeia uma carga de água pesada, acompanhada de raios e trovões. Na realidade, essa calamidade já acontecera porque nem as nuvens suportavam tal cantoria!
Reunidos à volta do fogo, todos começaram por ouvir os mais velhos dizer mal do reumatismo, da tribo Pés-na-terra (grande rival nos jogos e nas lutas) e do seu chefe, o terrível Ponta-Pé.
Em seguida, Pé-Direito, o curandeiro, mergulhou um dedo em mercurocromo e fez dois riscos na cara. Depois, fechou os olhos. Via-se que tinha entrado em grande concentração.
A certa altura, levantou-se e apresentou a sua dança especial para reuniões, ao som de uma cantiga cuja letra só ele sabia, porque lhe tinha sido ensinada pela sua bisavó Pé-Atrás (que pertencia a uma tribo que falava outra língua). De qualquer maneira, segundo parece, tratava-se de uma canção sobre a melhor maneira de fazer uma bebida mágica à base de gengivas de escaravelho, pestanas de lagartixa e unhas de bisonte, com muito piripiri, seiva de cacto e água-pé. Uma bebida para animar os adultos mais tímidos nos serões da tribo.
Depois da dança, fez-se silêncio. Então, o pequeno Pé-de-atleta levantou-se e pediu a palavra para perguntar, mostrando as penas, se alguém sabia de onde teriam vindo. Explicou que não tinha encontrado uma única ave no céu, naquela manhã, o que até podia jurar meia dúzia de vezes, depois de cuspir na mão esquerda e cortar a unha de um dedo do pé, se fosse mesmo necessário.
O primeiro que ali deu a sua opinião foi o índio Pé-de-cabra, que já tinha estado preso por roubar cavalos à tribo vizinha.
Este índio ambicionava entrar num anúncio de televisão a uma marca de cigarros muito famosa, mas, na verdade, não tinha cavalos que o fizessem brilhar como gostaria.
— São penas de faisão — disse Pé-de-cabra, com ares de entendido, atirando a trança para trás das costas, de rompante, fazendo rir a sua mulher, Pé-no-chinelo.
— Qual quê?! — atalhou a índia Pé-de-galinha, que era, juntamente com a sua irmã gémea, a mulher mais velha da tribo e que já via mal (mesmo com a sua inseparável lupa). — Bem se vê que são penas de abutre. — E, em seguida, perguntou à irmã (que tinha vivido em França e era conhecida por Pied-de-poule): — O que é que tu dizes, mana?
A outra mirou e remirou as penas que o pequeno índio lhe foi mostrar e, depois de as aproximar da ponta do nariz, deu uma resposta esclarecedora, na sua voz roufenha:
— Nem mais!
continua…

via A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias

http://es@contadoresdehistorias.com

11 de outubro de 2010

Palestra

A Biblioteca da escola convida todos a assistir à palestra do Dr. Lourenço Pereira Coutinho intitulada “A importância do romance histórico” que se realizará no dia 13 de Outubro, pelas 10h, no Auditório da Escola Secundária Campos Melo.
Lourenço Pereira Coutinho nasceu em Lisboa, em 1973. Depois de concluir a licenciatura em História, trabalhou na Expo’98, no ICEP e, mais tarde, como assessor da ministra da Educação do XVI Governo Constitucional. É autor do ensaio “Do Ulti-mato à República-Politica e Diplomacia nas últimas décadas da monarquia” e dos romances Na Sombra de João XXI (2006), Fim d’Época (2007) Baile de Máscaras (2008), e Cinco de Outubro (2010), livro da qual falará em particular nesta palestra.

9 de outubro de 2010

Daniel Casteleira - Ex-aluno da Campos Melo

"Sou o Daniel Casteleira ex-aluno da ESCM, estes últimos dias têm sido muito importantes para a minha vida, tanto a nível pessoal como profissional, dai sentir a necessidade de partilhar convosco o que hoje sinto. Ao longo destes últimos 6 meses construi com muito trabalho uma empresa de organização de eventos a Black at White que tem vindo a ganhar cada vez mais atenção em Coimbra, tornando-se assim a mais prestigiada empresa de OE da cidade. Convido-a a conhecer em www.blackatwhite.pt/.
Mas esta semana, é com tremenda alegria que atingi para mim um grande feito, ao longo de varias entrevistas e idas a Lisboa íntegro a partir deste mês com 20 aninhos, a equipa de organização do Moda Lisboa, o mais prestigiado evento na área da moda deste País. Por isso, porque não devemos pensar só no que somos hoje, mas sim, também no que fomos ontem, venho partilhar aqui com a comunidade Campos Melo a alegria que hoje sinto, Obrigado aos meus professores que sempre me apoiaram a seguir pelos caminhos certos…Obrigado.

Para os alunos da escola, que este seja um pequeno exemplo, para não serem só empreendedores no futuro, mas também no seu dia a dia… estudando e a alimentando-se de objectivos e sonhos.

Despeço-me com o meu maior respeito e saudade.

Cumprimentos,

Daniel Casteleira

Nota: Não podíamos deixar de divulgar parte deste mail que o Daniel enviou para a Directora da nossa Escola.
É uma enorme satisfação ver este nosso ex-aluno realizado profissionalmente, sendo reconhecido o seu mérito e competência a nível nacional. De realçar também o sentimento de gratidão e reconhecimento pelo papel que a Escola Campos Melo teve na sua preparação como profissional e como pessoa.
Parabéns Daniel !!
A Escola Campos Melo tem o maior orgulho em o ter tido como aluno e deseja-lhe o maior sucesso !!

7 de outubro de 2010

Área de Projecto 2010/2011

Para facilitar a selecção do tema/ problema a desenvolver pelos alunos do 12º ano em Área de Projecto, foi organizada uma visita aos vários Departamentos da UBI.
Assim os alunos que escolheram desenvolver o seu tema em Biologia ou em Física, visitaram os Departamentos de Engenharia, de Física e de Química; os que optaram pela área de Psicologia, visitaram o Departamento de Psicologia e os das Artes forem ver o que se faz no Design textil.
Em qualquer um dos Departamentos os alunos foram muito bem recebidos tendo alguns dos professores se disponibilizado a colaborar no desenvolvimento do trabalho, se os alunos assim o desejarem.

A Professora: Regina Almeida

Visita de Estudo

No passado dia 28 de Setembro, os alunos do 12º ano viajaram até à capital, a fim de visitarem o Museu da Electricidade e a “European Union Contest for YOUNG SCIENTISTS Lisboa 2010” aí presente de 24 a 28 do mesmo mês, no âmbito da Área de Projecto.
Começou-se por visitar uma pequena exposição de automóveis que serviram a Presidência da República, desde a implantação da mesma, até aos nossos dias e seguiu-se uma visita guiada ao interior do Museu propriamente dito, onde foi dada a conhecer toda a orgânica da central termoeléctrica enquanto ainda laborava.
No período da tarde os alunos foram conduzidos para a tão esperada amostra internacional de projectos científicos desenvolvidos por estudantes de diversos países europeus e extra-europeus em diferentes áreas científicas como Biologia, Ciências Sociais, Engenharia, Física, Matemática, Medicina e Química.
O objectivo principal desta visita foi os alunos terem uma noção de que tipos de projectos poderão desenvolver nas suas áreas, uma vez que havia, nessa exposição, stands de variados domínios científicos.


João Calheiros Moura
12º B



5 de outubro de 2010

O Centenário da República

No âmbito das comemorações do centenário da República, a Biblioteca da Escola Secundária Campos Melo apresenta uma exposição sobre os Presidentes da República Portuguesa e outra sobre os símbolos nacionais: a bandeira, o hino e o busto da República.




28 de setembro de 2010

O Livro da Quinzena

Na Biblioteca da ESCM

25 de setembro de 2010

Escuta as vozes da terra

Durante a infância, o meu avô era o meu melhor amigo. Quando estávamos juntos, tudo me parecia perfeito.
Gostávamos ambos de passear pelos bosques. Nunca íamos muito longe, nem andávamos muito depressa. Escolhíamos caminhos sinuosos. Enquanto caminhávamos, eu fazia imensas perguntas:
― Avô, porque é…?
― O que se passaria se…?
― Será que às vezes…?
Um dia, perguntei:
― Avô, o que é uma oração?
O meu avô ficou em silêncio durante muito tempo. Quando chegámos junto das árvores mais altas da floresta, respondeu-me com uma pergunta:
― Alguma vez ouviste o murmúrio das árvores?
Pus-me à escuta, atento, mas foi em vão.
― Vê como as árvores sobem até ao céu. Tentam subir sempre mais. Querem chegar às nuvens, ao sol, à lua e às estrelas. Procuram elevar-se até ao céu.
Pensei nas árvores, procurei ouvi-las. Enquanto reflectia, sentei-me numa rocha velha, coberta de musgo. O meu avô explicou:
― As rochas e as montanhas também falam connosco. A sua calma e o seu silêncio inspiram-nos tranquilidade.
Depois de ter reflectido durante bastante tempo, peguei numa pedra e coloquei-a no meu bolso. Caminhámos um pouco mais, até junto de um ribeiro. A água borbulhava, cintilava, e viam-se pequenos peixes a nadar.
― Avô, os ribeiros também murmuram?
― Claro. Bem como todos os lagos, rios e cursos de água. Às vezes, correm tranquilamente. Espelham as nuvens, os pássaros, o sol ou as estrelas. Outras vezes, escoam-se em redemoinhos, lançam-se no mar ou evaporam-se no céu. E o ciclo recomeça… Também se riem e divertem com os seus amigos rochedos. Dançam, saltam, tornam a cair…Mas a natureza conhece outras formas de se exprimir. As ervas altas procuram o sol e as flores exalam o seu perfume doce. Quanto ao vento, sussurra, geme, suspira, e sopra-nos as suas palavras. Escuta o canto dos pássaros de manhã cedo, escuta o seu silêncio antes do nascer do sol. Consegues ouvir a melodia do pintarroxo ao cair da tarde? Os animais correm pela floresta, tornam-se reluzentes com a água, escalam montanhas, voam até às nuvens, ou refugiam-se na terra. É assim que todos os seres vivos participam na b eleza do mundo…
Calámo-nos os dois. O meu avô olhava o horizonte e eu reflectia no que ele me tinha dito sobre as rochas, as árvores, a erva, os pássaros e as flores. Acabei por lhe perguntar de que modo rezavam os homens. O meu avô sorriu e passou-me a mão pelos cabelos. Respondeu:
― Tal como a natureza, os homens têm a sua linguagem própria. Podem inclinar-se para cheirar uma flor, ver o sol despontar no horizonte, sentir a terra mover-se docemente, ou saudar o dia que começa. Pode-se passear num bosque coberto de neve num dia de Inverno e ver o próprio sopro confundir-se com o sopro do mundo. A música e a pintura são também formas de expressão, de linguagem…. Às vezes, sentimo-nos tristes, doentes ou isolados. Então, repetimos as palavras que os nossos pais e avós nos legaram. Mas é preciso que cada um encontre as suas próprias palavras. O que é importante é dizer o que verdadeiramente se sente, o que nos vem do coração.
Passado algum tempo, o meu avô disse que eram horas de regressar. Mas eu tinha uma última pergunta:
― Será que há respostas para as nossas orações?
Sorriu.
― Se as escutarmos atentamente, as orações contêm as suas próprias respostas. Nós somos como as árvores, o vento e a água. Não podemos mudar o que nos rodeia, mas podemos mudar-nos a nós mesmos. É evoluindo que transformamos o mundo.
Depois deste passeio, ainda voltámos a passear juntos. De cada vez, tentei escutar as vozes da terra, mas creio que nunca as ouvi. Um dia, o meu avô deixou-nos. Continuei a pensar nele com todas as minhas forças, mas ele não voltou. Não podia voltar. Rezei até mais não poder. Depois, deixei de o fazer. Sem ele, tudo me parecia sombrio. Sentia-me muito só.
Alguns anos mais tarde, durante um passeio, sentei-me debaixo de uma árvore enorme. Os ramos mexiam e as folhas sussurravam. Ouvi o murmúrio de um ribeiro e o canto de um pintarroxo, pendurado numa madressilva. Ouvi também um ligeiro sussurro, misturado com o sopro do vento, com o canto dos pássaros e com o marulho da água.
Tal como o meu avô me ensinara, a terra falava comigo. Então, também eu murmurei, docemente:
― Obrigado pelas árvores grandes e pelas flores, pelos rochedos e pelos pássaros. E, sobretudo… obrigado pelo meu avô!
Foi então que algo aconteceu.
Senti – outra vez – o meu avô perto de mim…
E, pela primeira vez desde há muito tempo, tudo me parecia perfeito.


Douglas Wood
Grandad’s Prayers of the Earth
Paris, Gründ, 2000
(Tradução e adaptação)


via A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias
http://es@contadoresdehistorias.com
O Projecto intitulado Clube de Contadores de Histórias, nascido em 2006 na Escola Secundária Daniel Faria – Baltar, tem vindo, ao longo dos anos, a difundir-se de uma forma significativa, não só em Portugal, mas também no Brasil e nos países africanos de expressão portuguesa. O Breves online continuará a publicar as suas Histórias.

22 de setembro de 2010

Artes e Letras

Setembro...

S-Sempre às avessas.
E-Entendi agora o que se passa.
T-Tantos risos e gargalhadas para soltar.
E-Eis o que se passa.
M-Muito amor vai rolar.
B-Beijos e abraços para variar.
R-Recordar velhos tempos para não desesperar.
O-Ora frio, ora calor.



De Volta:

De volta estou,
e o poema chegou.
As palavras andam no ar,
e o amor não pará de andar.
Tudo é magia,
tudo fica em sintonia.
Mas com a escola,
tudo volta para a bola.
Professores e alunos chegaram,
as suas saudades mataram.
Para todos vocês um bom regresso,
às aulas!

Natércia Carvalho 12ºF

(bio_tel@hotmail.com)

Ambiente


Um inovador balão de hélio, nos céus de Paris, muda de cor consoante a qualidade do ar. Se o ar estiver bom, o balão fica verde. Por outro lado, o laranja indica qualidade mediana, por fim se o ar estiver muito poluído, o balão apresentará cor vermelha.

15 de setembro de 2010

Entrega dos Diplomas II



O Registo alargado da Cerimónia.

14 de setembro de 2010

Entrega dos Diplomas

Na passada 4ªfeira, dia 8 de Setembro, teve lugar, no auditório da nossa Escola, a cerimónia da Entrega dos Diplomas aos alunos que concluíram o 12º Ano.
A todos estes alunos, que vão começar uma nova etapa da sua vida, desejamos as maiores felicidades, na certeza de ter contribuído para o seu sucesso e de que a Escola Campos Melo ficará para sempre nas suas memórias. A ESCM orgulha-se de os ter tido como alunos.







5 de setembro de 2010

O Regresso às Aulas

"A maior recompensa para o trabalho de uma pessoa não é o que ela recebe por ele, mas o que ela se torna através dele."
John Ruskin (1819-1900, British Artist and Author)

Passaram rapidamente as férias, é verdade....mas nada como uma citação que nos incentive a um feliz recomeço, para darmos inicio a um EXCELENTE ANO LECTIVO!!
O Clube do Jornal

28 de julho de 2010

BOAS FÉRIAS!!

"Se todo o ano fosse de férias alegres, divertirmo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar."


William Shakespeare

O Clube do Jornal deseja a toda a comunidade escolar umas Boas Férias!!

22 de julho de 2010

A Arte juntou-se à Dança, num “Ballet Encantado”


A Professora Ana Seixas, responsável pelas classes de ballet e dança criativa do Conservatório Regional de Música da Covilhã, solicitou a colaboração da nossa escola para a realização do cenário do ballet de final de ano daquela instituição.
O projecto foi aceite, pelos professores Sulamita Lopes e José Manuel Pereira, que lançaram o desafio às turmas do 10º E e 10º C1, do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais. Foi com entusiasmo que os alunos se empenharam em desenvolver ideias criativas com o tema de histórias infantis. Realizaram vários projectos, de entre os quais foi seleccionado o da aluna Vera Rute Soares Gomes.
Estão de parabéns todos os que ajudaram a concretizar este projecto e se dedicaram para o concluir em tempo útil.
Foi no passado dia 20 de Junho, no Teatro-Cine, que, com sala cheia, a dança encantou e a arte coloriu!


A Professora: Sulamita Lopes

13 de julho de 2010

Almoço Convívio da ESCM

No passado dia 13 de Julho, os Professores e Funcionários participaram num almoço convívio na cantina, a convite da Direcção da Escola.


Não faltaram as saborosas e variadas saladas frias...

...as deliciosas e tradicionais Papas de Carolo...

...e o alegre e descontraído convívio!!

Grupo de Danças e Cantares em Torres Novas

Mais uma vez, este grupo representou a ESCM com grande profissionalismo e satisfação, ao actuar com as suas danças e cantares em mais uma instituição de Solidariedade Social.
Desta vez, fomos convidados para actuarmos no Centro de Bem Estar Social da Zona Alta Torres Novas, no dia 6 do corrente pelas 15h.


Apesar dos 47º de temperatura ambiente que se faziam sentir em Torres Novas, não deixámos de dançar e cantar com muito empenho e alegria para aquele público tão simpático, composto de crianças e idosos, que encheu o salão de festas desta Instituição.







Depois da actuação, foi-nos servido um lanche seguido de uma visita às instalações onde funcionam: a Creche/Jardim de Infância, ATL, Centro de Ocupação Juvenil, Centro de Convívio, Centro de Dia e Apoio Domiciliário e actividades Aquáticas para as diversas Valências do Centro e toda a comunidade.

Este Grupo agradece à Direcção desta Instituição pela forma como foi recebido e pelo bom trabalho que tem vindo a desenvolver, contribuindo assim para a promoção do bem-estar da população do concelho de Torres Novas.
A Professora: Ana Paula Fernandes


11 de julho de 2010

A Campos Melo tem mais um vencedor!

No dia 25 de Junho, decorreu, no Centro Hospitalar Cova da Beira, o “I Encontro de Neurodesenvolvimento da Cova da Beira”, um evento cuja organização esteve a cargo da Unidade de Desenvolvimento da Pediatria do CHCB, onde decorreu, também, a entrega do prémio do logotipo da Unidade de Desenvolvimento, feita pelo Dr. Carlos Rodrigues responsável por aquele serviço.
O concurso foi dirigido aos alunos das escolas secundárias da cidade e tinha a vertente logótipo e / ou página internet. Assim que receberam a proposta, lançada pela Professora Sulamita Lopes, alguns alunos dedicaram-se ao trabalho e eis que
o vencedor para o logótipo foi o Tiago Martins do 10º H. Parabéns Tiago!!

4 de julho de 2010

Jantar do Sarau






Foi na 4ªfeira passada, dia 30 de Junho, no Restaurante Terminal.
Mais de 30 Professores e alguns funcionários juntaram-se para, num momento muito agradável de convívio, voltarem a homenagear as organizadoras e os colaboradores do Sarau Cultural da Escola:
Leonor Lobo; Maria José Soares; Ana Paula Rocha; Carlos Santos e Pedro Nascimento.