21 de janeiro de 2010

Comemorações do 125º aniversário da ESCM - III

Sessão de Encerramento

As actividades levadas a cabo no âmbito das comemorações dos 125 anos da Escola Secundária Campos Melo culminaram no dia oito com uma Sessão de Encerramento onde estiveram presentes várias individualidades ligadas ao ensino, antigos professores e alunos, representantes dos órgãos autárquicos, entre outros.


Tomaram da palavra os Ex.mos representantes da ANQ, da DREC e o Senhor Presidente da Câmara Municipal, tendo centrado os seus discursos na importância desta Escola secular no desenvolvimento da cidade e da região e nas constantes adaptações aos desafios que os tempos têm vindo a impor, elogiando a nossa escola que, por isso, se orgulha do seu passado, reflecte sobre o presente e vai construindo o futuro.

Houve ainda lugar para a apresentação e lançamento da Revista comemorativa dos 125 anos da nossa escola.



O Grupo de Jograis também nos brindou com a sua voz que deu eco à história da nossa escola ao longo destes 125 anos.

20 de janeiro de 2010

Comemorações do 125º aniversário da ESCM - II

Exposição 125 Anos, 125 Fotografias

Antes da Sessão de Encerramento das comemorações dos 125 anos da ESCM, efectuou-se-se a inauguração da exposição 125 Anos, 125 Fotografias, que ficou patente ao público na Biblioteca da ESCM .



Na cerimónia estiveram presentes o Professor Doutor Luís Capucha, Director da ANQ, a Drª Cristina Lopes Dias, sub-directora regional da DREC, Carlos Pinto, Presidente da Câmara da Covilhã, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, representantes da Associação de Professores, alunos e Funcionários da Escola Campos Melo (APAE), do Estabelecimento Prisional da Covilhã e da Associação de Encarregados de Educação, para além de actuais e antigos professores e alunos da nossa escola.

Comemorações do 125º aniversário da ESCM - I

Peddy-paper



Na manhã do passado dia 8 de Janeiro, aquando do encerramento do centésimo vigésimo quinto aniversário da nossa escola, realizou-se um "Peddy-paper" organizado pela Associação de Estudantes com o apoio da Direcção da escola.
Nesta actividade participaram quinze equipas, que tinham como tarefa responder a um questionário sobre a História da Escola.
A equipa vencedora é constituída por alunos do 8º ano das turmas A e B: Alícia Brasil, Fábio Guerra, José Antunes e Samuel Corono.

Para eles os nossos parabéns!


Notícia elaborada pelo 8º A e enviada por Diana Esteves, Delegada de Turma



Peddy Paper

19 de janeiro de 2010

João Marques no Campeonato do Mundo de Juniores de Esqui Alpino em Megeve (França)

O nosso aluno João Marques, de 17 anos, esquiador da Selecção Nacional / FDI -Portugal, já voltou ao ritmo das competições.
Após os treinos de Verão em Hitertux (Áustria), em Dezembro fez as primeiras provas da temporada no Tirol Italiano, atingindo sua melhor marca na disciplina de Slalom, 240,65 pontos FIS.


No Open de Esqui Alpino alcançou o 2º lugar e prepara-se para representar Portugal nos Campeonatos do Mundo de Juniores, em França, onde espera obter a sua melhor classificação de sempre.

Bom trabalho e boa sorte, João!

Mais informação na página pessoal do João, aqui.

15 de janeiro de 2010

Concurso Nacional de Leitura










No passado dia seis de Janeiro, realizou-se pelo quarto ano consecutivo o Concurso Nacional de Leitura. Aderiram a esta iniciativa vinte e cinco candidatos: onze do Terceiro Ciclo (sete alunos do 7º A e quatro do 8ª B), e catorze do Secundário (dez do 10º A e quatro do 10ºC).
Este ano, para o Terceiro Ciclo, as obras a concurso eram os contos «O Retrato», de Manuel da Fonseca e «Uma esplanada sobre o mar», de Vergílio Ferreira; para o Ensino Secundário, os alunos tiveram de ler os romances Inês de Portugal, de João Aguiar e O Leitor, de Bernhard Schlink.
Ficaram apuradas para a segunda fase (distrital) do concurso três candidatas do 7º A - Mariana Almeida, Madalena Baía e Margarida Barbosa - e duas do 10º ano: a Telma Vicente, do 10ºC e a Mariana Gomes, do 10º A. A Mariana Gomes é, aliás, uma repetente nestas andanças.
A todas as concorrentes muitos parabéns e desejos de uma excelente prestação na próxima fase do concurso.

Pela Equipa da Biblioteca
Prof. Olga Fonseca

13 de janeiro de 2010

Projecto "Escola Electrão"

O Projecto "Escola Electrão" - http://www.escolaelectrao.pt/ - é um projecto da AMBBE, com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Portuguesa do Ambiente, do qual a nossa Escola é parte integrante.

Consiste numa iniciativa que inclui uma acção de recolha de Resíduos Eléctricos e Electrónicos em fim de vida (que não devem ser depositados no lixo comum, por possuírem componentes altamente prejudiciais para o meio ambiente. Trata-se de um concurso no qual participam 382 escolas de todo o país, cujo regulamento e prémios podem ser vistos no sítio da internet acima mencionado.

O ponto electrão, contentor para recolha desses equipamentos, será colocado na nossa Escola (junto ao portão de baixo, no antigo depósito de gás) entre os dias 19 de Janeiro e 8 de Fevereiro.

Vamos todos colaborar!


Cada elemento da nossa comunidade escolar deve contribuir, "livrando-se" de um ou mais equipamentos referidos em (1), em desuso, de forma ambientalmente correcta.

Os referidos equipamentos podem ser trazidos para a nossa escola e colocados, a partir de hoje, junto ao pavilhão desportivo, em frente à sala 33, aguardando a chegada do contentar ponto electrão. Caso haja dificuldades de transporte ou surjam dúvidas é favor contactar um dos professores responsáveis por esta iniciativa (Cristina Lourenço, João Paulo Patrício ou Américo Mendes) através do telefone da nossa escola 275310880, ou aihdao Sr Silva ou o Sr João Paulo.
Em nome da Escola Secundária Campos Meio e do ambiente, bem-haja pelo interesse e participação.

Covilhã, 5 de Janeiro de 2010

(1) São considerados equipamentos eléctricos e electrónicos os aparelhos que necessitem de corrente, eléctrica para o, seu funcionamento (quer, seja a corrente de 220V ou a pilhas). São exemplo arcas-congeladoras, frigoríficos, máquinas de lavar louça ou roupa, televisores, aparelhagens de som ou vídeo, computadores, monitores, impressoras, fotocopiadores, torradeiras... varinhas mágicas, brinquedos/enfim, todo e qualquer aparelho que funcione à pilhas ou ligado à corrente eléctrica, como se referiu.
Também as lâmpadas são consideradas REEE, embora devam ser colocadas em caixas próprias e à parte dos equipamentos atrás referidos.

11 de janeiro de 2010

Neve

Hoje a escola está encerrada devido ao nevão que cobre a nossa região.

7 de janeiro de 2010

Alunos distinguidos no ano lectivo de 2008/09


.

Quadro de Valor

Luciana Maia Teodózio

.

Quadro de Mérito

Alexandra Filipa Milhano dos Santos
Ana Carolina Maia Teodózio
Ana Cláudia Duarte Galvão
Ana Filipa Ramos Barata
Ana Luísa Delgado Botelho Rocha
Ana Margarida Santos Fonseca
André Alçada Fernandes
Carolina Fonseca Matos Silvestre
Cláudia Fael farias
Diana Miguel Mendes Taborda
Elodie Fernandes dos Reis
Fábio Filipe Lopes Pais
Guilherme Carvalho Monteiro
Helena Regina Gadanho Simões
Joana Elvira Gil Roberto
João Carlos Calheiros de Brito Moura
João Luís Silva Canaveira Tourais
Juliana Lourenço Caetano
Laurie Anne Oliveira
Leonor Soares Neves da Gama
Luciana Maia Teodózio
Mafalda Martins Baptista
Margarida Duarte Patrício Tejada Nunes
Maria Carolina Bonina Cariano
Mariana de Brito Serra
Mariana Silva Roberto
Sara Filipa Martins Nicolau
Sara Inácio Felício
Sofia Moura Costa
Teresa Margarida Teixeira Bernardo

6 de janeiro de 2010

Dia da Escola


Celebra-se depois de amanhã, dia 8, o Dia da Escola.

Como já vem sendo hábito, o programa comemorativo, que divulgaremos em breve, inicia-se com um Peddy-paper, cujo regulamento é o seguinte:

Regulamento

  1. Poderão participar neste jogo todos os alunos da Escola que se inscreverem até às 15:00h do dia 7 de Janeiro (limite de inscrições a doze equipas).
  2. As fichas de inscrição estão junto do funcionário do telefone. Deverão preenchê-las correctamente e entregá-las ao funcionário que estiver no telefone do átrio.
  3. A participação só poderá ser feita em equipa. Cada uma terá no máximo 4 elementos que poderão ser de turmas diferentes.
  4. A prova começará às 10:00h no átrio. Quando responderem às primeiras 5 questões, entregam-nas no átrio e levam outro grupo de cinco questões.
  5. A equipa vencedora será aquela que errar menos respostas e fizer a prova em menos tempo.
  6. A prova decorre dentro do recinto escolar.

5 de janeiro de 2010

Novas do Desporto Escolar


Calendário das Provas de Basquetebol, de Natação e de Ginástica, Corta-Mato Escolar e tudo o mais que diz respeito ao Desporto...
aqui.

4 de janeiro de 2010

Visitas no Museu

No dia 23 de Dezembro de 2009, pelas 14h, tivemos o prazer de receber no Museu Educativo da nossa Escola, um grupo de formandos e formadores oriundos de Coimbra, que representavam o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro.
A visita decorreu com grande entusiasmo, pois os visitantes apreciaram com muito interesse as peças expostas e manifestaram possuírem conhecimentos e alguma sensibilidade pela área têxtil.
Esta visita, esteve integrada no concurso “A Matemática e os Têxteis”. É uma iniciativa conjunta da Delegação Regional Centro da Sociedade Portuguesa de Matemática (DRC-SPM) e da Universidade da Beira Interior (UBI), com a colaboração do Museu de Lanifícios da UBI e do Museu Educativo da Escola Secundária Campos Melo.
O concurso visa a criação de uma exposição sobre o tema: “A Matemática e os Têxteis” e destina-se a fomentar a participação de alunos, de todos os níveis de ensino não superior, na concepção e elaboração de trabalhos que explorem um ou mais temas do programa de Matemática do ensino básico e secundário.
Os grupos inscritos para participar no concurso terão a possibilidade de realizar uma visita gratuita ao Museu de Lanifícios da UBI e Museu Educativo da Escola Secundária Campos Melo, com a principal finalidade de recolher motivos inspiradores para o trabalho a desenvolver ao longo do ano lectivo 2009/2010 com o apoio dos respectivos professores de Matemática.

A professora: Ana Paula Fernandes

1 de janeiro de 2010

Começa hoje o ano

Nada começa: tudo continua.
Onde ‘stamos, que vemos só passar?
O dia muda, lento, no amplo ar;
Murmura, em sombras, flui a água nua.

Vêm de longe,
Só nosso vê-las teve começar.
Em cadeias do tempo e do lugar,
É abismo o começo e ausência.

Nenhum ano começa. É eternidade!
Agora, sempre, a mesma eterna idade,
Princípio de Deus sobre o momento,

Na curva do amplo céu o dia esfria,
A água corre mais múrmura e sombria
E é tudo o mesmo: e verbo o pensamento.

Fernando Pessoa (1888-1935)

roubadinho daqui

28 de dezembro de 2009

Festa de Natal do 8º Ano

No penúltimo dia de aulas, os alunos do 8º ano representaram duas peças adaptadas dos contos "A História da Gata Borralheira" de Sophia de Mello Breyner Andersen, turma B, e "O Príncipe Feliz "de Óscar Wilde, turma A, na Biblioteca da nossa Escola.
As peças foram preparadas na disciplina de Língua Portuguesa, com a professora Maria José Soares, e a elas assistiram os pais e familiares bem como alguns professores das turmas.
No final houve cânticos de Natal em Inglês, Espanhol e Francês e um lanchinho.
JR - 8ºA.

24 de dezembro de 2009

21 de dezembro de 2009

Leituras de Natal III - Série III

Afinal, sempre há lugar na estalagem

Era uma noite fria e com muito vento em Nairobi, no Quénia. Os aguaceiros de chuva tropical não paravam de cair desde a tarde. Num enorme bairro de lata perto do nosso hospital da Missão de Santa Maria, nasceu, em segredo, uma menina não desejada, que foi atirada para uma lixeira com um cheiro nauseabundo. Durante toda a noite, esta criança esteve exposta à chuva e ao frio. Na manhã seguinte, umas pessoas do mesmo bairro descobriram-na no meio do lixo e trouxeram-na para o hospital. Vinha roxa e com a pele enrugada devido à chuva. Estava tão fria que o termómetro não conseguiu registar a sua temperatura, e a respiração era bastante fraca.
As enfermeiras do hospital conseguiram trazer esta criança de volta à vida, utilizando garrafas de água quente para a aquecerem com suavidade, oxigénio, glicose e doses ilimitadas de amor. Tiraram-lhe da boca e dos ouvidos insectos que trouxera da lixeira. No dia seguinte, a menina começou a ser alimentada a biberão. Foi-lhe dado o nome de Hazina (que significa “Tesouro” na língua suahili) e, agora, esta robusta criança reside numa enfermaria recém-inaugurada no nosso hospital.
Agradecemos a Deus pela graça que ela representa para todos nós, enquanto Centro Católico de Prestação de Cuidados de Saúde aos Pobres.
Talvez esta criança nos tenha trazido uma mensagem de Natal sobre a qual devemos reflectir. Ao longo da nossa vida, cada um de nós deve corresponder ao amor que nos é oferecido pelos outros. Devemos também experimentar o amor vivificante de Cristo na nossa vida durante esta época especial e deixarmo-nos enriquecer interiormente por ele.

20 de dezembro de 2009

É NATAL, É NATAL, É NA CAMPOS MELO!!

Pois é!! Na Campos Melo, o Natal também está visível !! No átrio a árvore original não esconde a ARTE e a criatividade sempre presentes na nossa escola.
Na Biblioteca, com a colaboração da nossa "mãos de fada" D. Cristina, a árvore e o presépio ficaram lindos!!










17 de dezembro de 2009

Grupo de Danças Regionais da ESCM

GRUPO DE DANÇAS REGIONAIS DA ESCM

O Grupo de Danças Regionais da ESCM irá participar no espectáculo promovido pela Caritas Portuguesa, que se realizará no dia 19 do corrente, no Teatro Cine desta cidade, pelas 15h 30m.
O Grupo irá dançar ao som do acordeão, tocado pelo aluno Diogo Miguel Martins, do 11º ano do Curso Profissional “Técnico de Manutenção - Aeronaves”.

16 de dezembro de 2009

Peças do mês de Outubro e Novembro de 2009

É um aparelho que permite a reprodução de documentos.

A reprodução faz-se a partir de um original manuscrito, dactilografado ou desenhado em papel stencil. Era utilizado na Escola para a reprodução de documentos(Testes, Fichas, etc.), tendo sido substituído pelas fotocopiadoras.

Trabalhos manuais individuais realizados na Escola Industrial e Comercial Campos Melo por alunas do Curso de Formação Feminina no âmbito da disciplina de Lavores, sob orientação das professoras Maria Augusta Raínha e Rosa Maria Raínha, para aplicação das técnicas adquiridas sobre bordados portugueses.

15 de dezembro de 2009

Feira do Livro


Está a decorrer, até dia 18 de Dezembro, a tradicional feira do livro na Biblioteca da ESCM.
Aconselho uma visita porque existe uma grande diversidade de livros para todos os gostos.

14 de dezembro de 2009

"Natal" na ESCM


Nasceu o “Badjeras” no Laboratório de Biologia

Olá sou o Badjeras. Nasci na passada 6ªfeira de manhã ou 5ªfeira ao final da tarde. Não sei bem quando foi pois a enfermeira de serviço, a Ana Barroso do 12º A, visitou-nos a mim e aos meus irmãozinhos, na incubadora improvisada instalada no Laboratório de Biologia, ontem ao final da manhã e nessa altura eu ainda estava no meu ovo.







Quando os alunos do 12º A e B chegaram ao Laboratório para participarem na aula de Biologia ouviram-me piar. Abriram a porta da estufa e eis que apanharam um valente susto: lá estava eu, todo frágil, à espera que me tirassem dali. O espanto passou rapidamente à alegria generalizada e a confusão instalou-se no laboratório pois, tal como os pais babados, ninguém sabia muito bem o que fazer comigo. Muitos alunos estavam confiantes que iria nascer… outros não tinham essa expectativa, incluindo o professor, que sempre mostrou algumas reservas quanto ao sucesso do nosso nascimento. O Norberto Costa, que já tinha muita prática em alimentação de aves, foi rapidamente buscar um conta-gotas para me dar água a beber. Outros alunos foram a correr para a Internet, para encontrar respostas sobre o que fazer com um pintainho recém-nascido.




Após a agitação inicial, improvisaram uma cama e um quartinho para eu descansar. É que aquela agitação toda deixou-me cansado e a luz da sala ainda me estava a incomodar. O resto da aula foi passada com o meu piar insistente em busca de colo e atenção. A Vânia Neves, a minha mãe adoptiva, levou-me com o consentimento do João Marques – o meu pai adoptivo, para um galinheiro, onde me vou juntar a outras galinhas e galos que a minha avó já possui. Hoje foi um dia de festa pois até a minha avó, tão contente que estava, foi buscar-me de carro à escola, para chegar mais depressa à minha nova morada. Os meus companheiros de estufa ainda estão no laboratório, à espera da sua vez para verem a luz do dia.

Os alunos de Biologia do 12º A e B

13 de dezembro de 2009

Ninho de Poetas

Mudança

De um momento para o outro
Decidi que iria mudar
Foi uma mudança acertada
Pois a partir daí,vivo para animar

Sinto-me mais feliz
E ando constantemente com um sorriso
Com amigos e alegria
Já tenho o que preciso

Agora já me valorizo
E sei que não sou menos que ninguém
Sou como sou
E não como quer um alguém

A vida são dois dias
E foram feitos para viver
Vou-me divertir ao maximo
E, quem sabe, não mais sofrer!


Iolanda, 11ºG

12 de dezembro de 2009

Leituras de Natal II - Série III

A Batalha de Natal


— Só mais seis dias — disse Neli.
Enquanto a filha tentava assobiar Noite Feliz, a mãe repetiu, pensativa, numa voz que não soava alegre:
— Ainda seis dias.
Após uma curta pausa, prosseguiu, suspirando:
— Se tudo já tivesse passado!
Com o assobio suspenso no ar, Neli olhou para a mãe com ar estupefacto:
— Não estás contente?
— Claro que sim, mas já estou pelos cabelos com esta agitação toda!
Como Neli não tinha aulas à tarde, foi patinar com uma amiga. Ao cair da noite, dirigiu-se ao supermercado onde a mãe trabalhava. Havia tanto movimento que o lugar mais parecia uma colmeia. A mãe estava sentada numa cadeira giratória, diante de uma das seis caixas registadoras. Os produtos chegavam-lhe num tapete rolante. Enquanto a mão direita marcava os números no teclado, a mão esquerda rodava as embalagens para que a máquina pudesse ler os códigos. Finda a operação, os produtos eram colocados, um a um, no carrinho de compras. Quando acabava de marcar tudo, a mão direita carregava na tecla do total e rasgava o talão, enquanto a esquerda afastava o carro cheio e puxava o próximo, vazio, para junto dela.
— Que bem fazes isso — dissera-lhe Neli uma vez. — Eu faria tudo devagar e, ainda por cima, metade saía mal.— Ora — dissera a mãe a rir. — É uma questão de treino. Quando comecei, também não era assim tão despachada. Não encontrava a etiqueta com o preço e, muitas vezes, carregava nas teclas erradas. Como tinham de esperar, as pessoas resmungavam. Agora já quase consigo fazer isto automaticamente.
— Como um robô! — Neli riu-se.
E se tivesse um robô como mãe? Nunca teria dores de cabeça, nem à noite estaria tão cansada. Mas um robô não tem coração e, por isso, Neli preferia a mãe tal como era, mesmo quando, em certas noites, quase nem conseguia falar de tão cansada!
Só mais quatro dias.
Só mais três.
As filas nas caixas eram cada vez mais longas. As pessoas abasteciam-se de comida como se o Natal durasse meio ano. Com um ruído sibilante, as portas automáticas abriam e fechavam, abriam e fechavam. A mãe sentia nas costas a corrente de ar e os cartões pendurados no tecto balançavam de um lado para o outro.Um sino de Natal, por cima da cabeça da mãe, tinha escrito a vermelho: PROMOÇÃO: Bombons, 250 gr, a preço especial.Perto dele balançava um anjo de papel com uma faixa nas mãos, como nas igrejas, mas onde não estava escrito Paz na terra aos homens de boa vontade, mas sim Fiambre para o Natal a 15,80€/kg.
Os altifalantes debitavam música de Natal:
Noite feliz…
Cabeça de anho
Noite feliz…
DescafeinadoPapel higiénico de três folhas
O Senhor…
Lenços com monograma
Mostarda
Nasceu em Belém…
A mãe suspirava e, com um movimento rápido, limpava o suor do lábio com as costas da mão. Os clientes, impacientes, esperavam, apoiando-se ora numa, ora na outra perna. De olhar ausente, nem olhavam para a senhora da caixa, pensando apenas no regresso a casa com os sacos pesados e o eléctrico cheio.
Ufa!
Só mais três dias, e acabaria tudo.
— Vou fazer um jantar como o do ano passado — disse a mãe, à noite, virando-se para Neli. — Patê em folhas de alface, porco assado, batatas fritas, feijão e, para sobremesa, creme de chocolate de lata com peras.
No dia 24 de Dezembro, a loja só estava aberta até às quatro horas da tarde. Em seguida, os empregados podiam comprar, com um desconto de 15%, os produtos que tinham sobrado. A mãe de Neli achava que valia a pena e, por isso, tinha guardado as compras maiores para essa altura: uma pasta escolar para Neli, uma boneca, lápis de cor, um anoraque para o pai, e a comida para a ceia de Natal.
Na sala do pessoal, houve um lanche para todos os empregados.
— A batalha de Natal foi mais uma vez vencida — alegrou-se o chefe do pessoal, que proferiu mais umas palavras elogiosas.
Depois foram servidos pãezinhos com fiambre e um copo de vinho a cada um.
Após o lanche, a mãe de Neli deixou ficar os gordos sacos de compras esquecidos na sala do pessoal. Só reparou quando já estava na paragem do autocarro. “As minhas prendas! Todas aquelas coisas boas para a ceia!”, pensou assustada.
Mas a loja já estava fechada e, antes do dia 27, não voltava a abrir. Chegou a casa de mãos vazias.
Nessa noite, apesar de tudo, festejaram o Natal. O pai acendeu as velas da árvore de Natal e Neli recitou um poema. Só se lembrou das duas primeiras estrofes e depois encravou, mas a mãe achou-o muito bonito e o pai nem reparou que ainda continuava. O jantar foi mais curto do que o planeado. Por sorte, a mãe já tinha comprado o assado e havia batatas em casa, mas não houve entrada nem sobremesa. Trincaram nozes e comeram maçãs.
— Assim, não fico com o estômago tão pesado como no ano passado — disse o pai. — Comidas pesadas não me caem bem.
Também não havia muito que desembrulhar.

Por isso, sobrou tempo. Muito tempo.
Neli foi buscar o jogo “Memory” que recebera no Natal anterior. Durante o ano inteiro, esperara, em vão, todos os domingos, que alguém tivesse tempo para jogar com ela.Agora, os pais tinham tempo.
O pai nunca tinha jogado “Memory”. Ao fim de algum tempo, Neli já tinha encontrado sete pares de cartas, a mãe três, e o pai, que geralmente queria ganhar sempre, procurava constantemente no sítio errado.Tentava alguns truques, pondo, sem ninguém dar conta, migalhinhas de pão em cima das cartas que tinha decorado, ou pousava as mãos na mesa, de forma a que o polegar indicasse a direcção em que estava uma determinada carta. Mas Neli descobriu-lhe a jogada. Jogaram mais duas ou três vezes e o pai não se zangou por perder sempre. Depois, ainda jogaram o jogo do assalto.
À meia-noite, o pai apagou a luz e ficaram a olhar pela janela. A neve reflectia uma luz clara e ouviam-se os sinos a tocar.
— A esta hora, há quase dois mil anos, nasceu Jesus — disse a mãe, e Neli reparou que, afinal, a mãe estava contente por ser Natal.
Ao ir para a cama, Neli disse:
— Este foi um Natal muito bonito.
— A sério? — perguntou a mãe, admirada. — Mas não houve ceia nem prendas quase nenhumas.
— Mas houve muito tempo — respondeu Neli.



Jutta Modler (org.)
Brücken Bauen

Wien, Herder, 1987
(Tradução e adaptação)


via O clube de Contadores de Histórias

11 de dezembro de 2009

FERNANDO PESSOA - uma outra face

Hoje, a aula de Português foi diferente para os alunos do 12ºano...

O Professor Doutor Dionísio Vila Maior, professor na Universidade Aberta, um especialista em estudos pessoanos e um exímio orador, veio apresentar-nos a época modernista e desmistificar algumas "ideias feitas" a propósito de Fernando Pessoa.

Perante uma plateia de alunos presa ao discurso fluente, acutilante, provocatório e animado, o Doutor Dionísio Vila Maior apresentou a época modernista, recorrendo à música, a pequenos filmes da época e à pintura. Ao mesmo tempo, ia estabelecendo paralelos entre os acontecimentos marcantes daquela época com as vivências da actualidade.

Sobre Fernando Pessoa referiu, vincadamente, a genialidade que o define, deu a conhecer a sua vasta e diversificada obra e debruçou-se sobre a génese dos heterónimos, fazendo uma leitura crítica e surpreendente da carta de Fernando Pessoa dirigida a Adolfo Casais Monteiro.


Desmistificou ideias e preconceitos relativamente à personalidade e hábitos do Poeta, salientou o comprovado trabalho e empenho que este impunha a si próprio em tudo o que fazia e lançou um apelo aos alunos para o tomarem como exemplo, dando o máximo em tudo o que se propuserem fazer, tendo brio em todas as actividades que desenvolverem, pois nada se consegue sem um trabalho afincado e persistente.

O Doutor Dionísio Vila Maior teve, ainda, a amabilidade de oferecer a todos os presentes um dos livros da sua autoria "Introdução ao Modernismo".

As Professoras
Elsa Duarte (fotos) e Mª do Carmo Abrantes(texto)

10 de dezembro de 2009

Direitos Humanos

Celebra-se hoje, dia 10 de Dezembro, a doção em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A Declaração nasceu em resposta à barbárie praticada pelo nazismo contra judeus, comunistas, ciganos e homossexuais e também às bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki, que mataram milhares de inocentes.

Human rights declaration from france multiculturelle on Vimeo.



Obrigado pela dica ao José Pereira.