11 de janeiro de 2009

Parabéns Campos Melo III

A neve, que começou a cair com intensidade ao começo da noite de 9 de Janeiro, associou-se às comemorações vindo coroar de branco os 125 anos da ESCM.

O jantar de homenagem aos professores e funcionários aposentados, muito concorrido, incluiu uma breve actuação do grupo de danças regionais da escola (aguardam-se a fotos).
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No final do repasto houve lugar para os discursos. A presidente do Conselho Executivo, o vice-presidente da Câmara Municipal da Covilhã e outros professores, incluindo representantes dos Departamentos, tomaram a palavra para enaltecer a estatura pessoal e profissional dos docentes aposentados, sublinhar o valioso contributo de todos e de cada um, para fazer da escola o que ela é, e desejar-lhes as maiores felicidades na nova etapa das suas vidas.
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Os homenageados, os professores José Carlos Lavrador (Matemática), Maria do Carmo Almeida (Inglês), Albertina Matos (Secretariado), Otília Mesquita (Português) e Víctor Borges (Electricidade), usaram também da palavra para agradecer e, sobretudo, para fazer um balanço dos muitos anos de trabalho, de partilha e de dedicação àquela que todos classificaram como a sua segunda casa, a Campos Melo.
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Foi uma noite de emoções e brilhozinhos nos olhos casados com a visão mágica do manto branco que cobria a cidade.
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9 de janeiro de 2009

Parabéns Campos Melo II

" Uma escola que deixou marcas no passado... vivendo o presente em permanente desafio..."

Dra. Isabel Fael, Presidente do Conselho Executivo da ESCM, durante a sessão de abertura do 125º aniversário da escola.
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"Desejo os parabéns à Escola Campos Melo assim como à APAE, pelo aniversário."

Presidente da APAE


"Uma escola com obra que se observa no tempo e nos resultados obtidos (...) Parabéns à Dra. Isabel Fael, em prol do sucesso educativo, para o qual muito tem contribuído (...). Quero realçar a mudança operada na escola pública tendo a Escola Campos Melo estado sempre na linha da mudança, como prova a entrega dos certificados do RVCC, aos alunos."

Directora Regional Adjunta da DREC



"Este ano que seja a continuação do trabalho de excelência que a escola tem desenvolvido na cidade da Covilhã. (...) Uma escola que no passado forneceu ao país técnicos altamente qualificados para a indústria téxtil...Desejo as maiores felicidades."

"A intervenção urbanística nos acessos à escola trará maior segurança aos alunos, aos pais e aos professores..."

Dr. João Esgalhado, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Covilhã


"Uma escola que valoriza a manutenção da sua identidade, sendo esta transmitida aos actuais alunos. (...) quero ainda destacar duas das acções mais significativas da acção da escola: a criação do Museu Educativo e do Arquivo da Campos Melo, em parceria com o Museu dos Lanifícios da UBI e o centro RVCC."

Dra. Elisa Pinheiro, Directora do Museu de Lanifícios da UBI

Foram estas algumas das intervenções efectuadas pelos convidados presentes, quer na sessão de abertura, quer no painel "A ESCM Ontem e Hoje: Dinâmicas e Envolvências".

As escolas de Guimarães e Portalegre também criadas no mesmo dia que a Escola Campos Melo estiveram representadas por professores de ambas as instituições que se juntaram às comemorações.

Segue-se um lanche e depois a entrega dos diplomas de certificação do 9º e 12º ano do RVCC. Antes da visita ao Museu Educativo e do Jantar de Homenagem a Professores e Funcionários aposentados far-se-à a entrega dos diplomas aos melhores alunos do 9º ano, relativos ao ano escolar 2007 /2008.

Parabéns Campos Melo I

Começaram às 10:00h as celebrações dos 125 anos da nossa escola.
Na primeira actividade, o peddy-paper, participaram 16 equipas de entre as quais duas da nossa turma (8º A).
Do questionário faziam parte perguntas como as que se seguem:
Em que ano foi atribuída à ESCM a medalha de Mérito Municipal? Quem foi António Duarte?Qual a turma que pintou o mural do pátio de cima? Qual o horário da secretaria? Quantos Directores e Presidentes teve a escola? Como se chama o arquitecto que fez o projecto do Pavilhão Gimnodesportivo? Quem é o presidente da Associação de Estudantes? Em que ano começou a escola a funcionar no actual edifício?
Os alunos andaram pela escola a tentar descobrir a resposta certa para estas perguntas, percorrendo o Conselho Executivo, a Secretaria, o Gimnodesportivo e a Biblioteca.
Esta última foi transformada em redacção pela outra parte da nossa turma que não participou no peddy-paper e se encarregou de fazer a cobertura jornalística da actividade.

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André Louro, Cristina Ribeiro, Daniela Ferreira, Inês Pires, Inês Felizardo, Inês Pereira, Jéssica Ferreira, Mariana Mimoso, Ricardo Santos do 8º A
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Cá estão alguns registos fotográficos. .











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8 de janeiro de 2009

Amanhã... 125 Anos da ESCM

Programa do dia 9 de Janeiro
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10 Horas – Peddy-Paper
14 Horas – Inauguração da Exposição de Trabalhos – Sede da A.P.A.E.
15 H 30m - Sessão de Abertura do 125º Aniversário da E.S.C.M.
16 Horas –Painel– auditório da E.S.C.M. – A Escola Ontem e Hoje: dinâmicas e Envolvências
18 Horas – Entrega dos Diplomas – R.V.C.C. – Testemunho
19 H 30m – Visita ao Museu Educativo da E.S.C.M.
20 H 30m – Jantar de Homenagem a Professores e Funcionários Aposentados
com a actuação do Grupo de Danças Regionais da Escola Campos Melo

Ontem... Concurso de Leitura

Aqui fica o registo da realização das provas do Concurso Nacional de Leitura realizadas ontem.

Os resultados?... Em breve aqui e na BE/CRE!
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Os concorrentes e o Júri
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A prova de leitura da Sara e do Daniel, alunos do secundário.

7 de janeiro de 2009

Bastidores dos Preparativos dos 125 anos

Ultimam-se os preparativos para a comemoração dos 125 anos da nossa escola, que serão assinalados durante o dia 09 de Janeiro (sexta-feira).
O programa segue dentro em breve.
Nas fotos, a finalização de algumas recordações pela Professora Anabela Ramalhete, que serão oferecidas pela escola aos convidados.

6 de janeiro de 2009

Testemunho do Ricardo Silva

Por portas e travessas da Net descobrimos aqui, há uns tempos, o rasto de um dos nossos ex-alunos, o Ricardo Silva, que frequenta em Liverpool – berço dos Beatles – um PhD em “Geophysics” e estava, à época, na Austrália.
Comentário puxa e-mail, ideia gera ideia, ficou prometida uma entrada sobre ele aqui no BREVES e combinada uma entrevista para o Fio, a fazer quando viesse passar o Natal cá à santa terrinha.
Mas a coisa não ficou por aí. O Ricardo prontificou-se, de imediato, a vir à sua escola secundária falar com “os alunos acerca da sua experiência na ciência e das suas andanças”.

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Foi o que fez hoje com as turmas de 12º ano, no âmbito da Área de Projecto de Biologia, Psicologia e Sociologia. A quem contou o seu percurso:
Acabado o secundário na ESCM em 1998/99, licenciou-se em Geologia, na Universidade de Coimbra, em 2003. Fez um estágio profissional de um ano na Câmara do Fundão. Seguiu-se o mestrado em Geodinâmica Externa na Universidade de A Corunha, na Galiza, em 2005-2006. Iniciou o doutoramento em finais de 2006, na Universidade de Liverpool, e esteve, recentemente, um mês na Geoscience Australia, divisão de Petróleo e Geologia Marinha do Governo Australiano.
O testemunho dado hoje pelo Ricardo, um misto de audácia e perseverança, suscitou a curiosidade da jovem plateia, a quem desvendou um pouco sobre a sua área de investigação.
Deixamo-lo, caro leitor, com as palavras do próprio Ricardo:
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Penso que já ouviram falar algo sobre a tectónica de placas, aquele puzzle de continentes à deriva que se afastam e empurram uns aos outros, numa escala temporal para além da nossa fugaz passagem “por cá”. A dinâmica responsável pelo afinamento e eventual ruptura dos continentes que, posteriormente leva à formação dos oceanos, é um dos pontos a que eu me dedico, mas não só.
A passagem do que é verdadeiramente crosta continental e o que é, indubitavelmente, crosta oceânica é uma das maiores questões a ser respondida tanto pelo mundo académico como pela indústria petrolífera, sendo a identificação da transição-continente-oceano o meu “Holy Grail”.
Neste momento, a margem Angolana e a Brasileira são o meu laboratório do Atlântico Sul e a conjugada Austrália-Antárctica fazem parte do meu próximo projecto (a seguir quem sabe!). Estas áreas são as famosas margens de rifte, locais que fazem crescer, não só água na boca às petrolíferas, como também, os custos de exploração. O meu objectivo consiste em desenvolver e testar metodologias geodinâmicas e de exploração geofísica, para margens continentais com muitos sedimentos (os sedimentos são basicamente a “tralha” que os agentes de erosão transportam para bacias sedimentares e aí se acumula).
O fixe de estar nesta área é a possibilidade de viajar pelo mundo, ir a conferências e conhecer aqueles “tipos” que reconhecíamos dos livros, conhecer culturas muito diferentes da nossa e chegar à conclusão que este mundo não é assim tão grande.

Celebración de Día de Reyes

Los alumnos de las clases A y B del 8º curso y de la A del 7º de español han realizado hoy una pequeña cabalgata de Reyes, seguida de una representación teatral para los niños de "Casa do Menino Jesus".
Han ido a visitar a sus compañeros del 8º B, que estudian francés, y le han cantado un villancico.
Lo han pasado muy bien e a los niños les han encantado las piruletas.
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Professora Sandra Espírito Santo
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5 de janeiro de 2009

Concurso Nacional de Leitura

Têm lugar no auditório na próxima quarta-feira, 7 de janeiro, as provas de selecção a nível de escola da terceira edição do Concurso Nacional de Leitura.
Desta vez as leituras incidem sobre obras da Literatura Portuguesa e de Literaturas Estrangeiras.
Para o 3º Ciclo foram seleccionadas Uma Questão de Cor de Ana Saldanha e Sexta-Feira ou a Vida Selvagem de Michel Tournier.
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Para o Secundário, Crónica de uma Morte Anunciada de Gabriel Garcia Marques e Nação Crioula de José Eduardo Agualusa.
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Boas leituras!.

1 de janeiro de 2009

31 de dezembro de 2008

TODA A PESSOA É UM INSTRUMENTO DE SI PRÓPRIA

Toda a pessoa é um instrumento de si própria, que pode e deve viver, continuamente, um processo de mudança, de forma a gerar desenvolvimento pessoal e social.
A maior parte das vezes usamos “máscaras” sobre o nosso verdadeiro “eu”, e representamos papéis que disfarçam a nossa pessoa real. Somos fingidos e pouco ou nada autênticos, anulando o nosso autoconhecimento e destruindo a possibilidade de uma comunicação com os outros honesta e sincera.
Temos medo de revelar aos outros quem somos e tentamos fingir até para nós próprios. Temos medo da avaliação que os outros possam fazer de nós, de, por vezes, nos acharem fracos, ingénuos,” bonzinhos”, abusando da nossa simplicidade e da nossa bondade, o que nos leva, muitas vezes, a nem sequer tentar algo de novo, com o medo do fracasso.
Eu penso que ser “Pessoa” implica a capacidade de sair de nós mesmos, de nos colocarmos no lugar dos outros, de compreender os outros e não desenvolver atitudes de manipulação ou redução seja de quem for, devemos aprender a confiar nos outros, confiando em nós mesmos aprendendo a aceitar humildemente os nossos limites, para assim amadurecermos interiormente. Acredito que o Mundo só será melhor, quando cada ser humano tiver consciência de que o segredo está na qualidade interior de cada um e, portanto, na sua própria qualidade pessoal.
Aceitar o nosso lado negativo e imperfeito, como humanos que somos, exige de nós a autenticidade sem fingimentos; a sabedoria de uma autocrítica sincera diária, de quem sabe reconhecer e identificar os erros e as faltas, as omissões; a tolerância e a capacidade de canalizarmos as nossas energias positivamente no desenvolvimento dos nossos dons, cultivando os nossos talentos.
Só quem se aceita como é pode aceitar os outros como eles são, e não como gostaríamos que fossem, pois todos temos os nossos defeitos e as nossas qualidades, limitações. Aprender a viver uns com os outros na harmonia de quem sabe relacionar-se e de quem aceita aprender com os outros… sempre. Sermos suficientemente humildes para reconhecermos os nossos erros e aceitarmos os erros dos outros.
Na minha opinião, para uma relação ser saudável e harmoniosa não é necessário que duas pessoas pensem da mesma maneira, ou concordem com as ideias uma da outra, mas que saibam aceitar e respeitar a diferença e a liberdade de cada uma.
Devemos saber enfrentar as críticas dos outros, aprendendo com elas, mesmo que sejam injustas.
Sentimos um bem-estar e uma alegria interior tão grandes, quando chegamos á conclusão que fizemos algo de útil pelos outros! Quando ajudamos alguém, apesar de por vezes nos olharem com indiferença e desdém, sabendo aprender até mesmo com as injustiças! Que muitas vezes nos magoam no mais fundo de nós.
Para terminar esta minha introspecção e autocrítica sinceras, deixo este pequeno texto de Saint-Exupéry.

“A doação enriquece.
A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida.
Nenhum encontro nosso deveria ser estéril, para aqueles que se aproximam de nós
Temos sempre algo a dar:
- Um pouco de alegria e muita esperança,
- Um pouco de verdade e muito optimismo;
- Um pouco de ânimo e acolhimento a este Mundo desnorteado, violento, de coração vazio, cansado de frustração e tédio.
Que eu nunca deixe partir, no mesmo estado em que encontrei, aqueles que de mim se aproximem.
Que, ao regressar, se sintam melhores, mais realizados, mais plenos e mais felizes.
Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.”
Deixemos pois de ser o amigo invisível, para passarmos a ser o amigo bem visível, capaz de olharmos à nossa volta e transmitir um sorriso de alegria e de esperança a todos aqueles que se cruzarem no nosso caminho.
Nós não podemos mudar o Mundo, mas podemos sim mudar e melhorar um pouco o nosso pequenino mundo, o mundo que nos rodeia, o mundo da família, dos amigos, dos conhecidos, do nosso ambiente de trabalho, enfim o mundo da nossa Comunidade Escolar.
A todos,
*UM FELIZ ANO NOVO*
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Conceição Duarte
Funcionária Administrativa

25 de dezembro de 2008

Memória deste Natal

Para assinalar este Dia de Natal deixamos como prendinha para as nossas visitas o registo da festa do 7º ano, que se realizou no passado dia 17.
Orientados pela sua professora de Língua Portuguesa, Drª Maria José Soares, os alunos do 7º A representaram uma adaptação do conto «Natal» de Miguel Torga, enquanto a turma do 7º B dramatizou o conto «Noite de Natal» de Sophia Mello Breyner Andresen.
O público, constituído maioritariamente por pais e familiares dos jovens artistas, associou-se ao coro que, no final da festa, entoou um cântico natalício.
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24 de dezembro de 2008

18 de dezembro de 2008

Há Festa na Escola!




Está a decorrer nas instalações da escola, a festa de Natal organizada pela Associação de Estudantes.
Esta actividade assinala o fim das actividades lectivas do 1º período.
Depois do lanche para todos seguiu-se uma sessão de Karaoke.
Neste momento, o aluno Ícaro Paiva do 12ºD está a dar música ao pessoal com a sua guitarra eléctrica.
Bom descanso a todos.

17 de dezembro de 2008

Aí está ele...

... o primeiro Fio Condutor deste ano lectivo.
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Festa de Natal - AE

A Associação de Estudantes da ESCM propõe realizar amanhã uma festa de Natal envolvendo toda comunidade escolar.
A festa decorre na escola entre as 15 h e as 18h.

11 de dezembro de 2008

A efeméride de ontem

Esta era a entrada que se impunha ontem, só que o mano Fio absorveu todas as atenções.
A professora de EMREC estava atenta e, na data certa, assinalou o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no átrio da escola.
Enquanto não chegamos ao material divulgado, deixamos a partilha daqui.
Todos os dias são bons para lembrar os direitos de todos e cada um de nós.
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10 de dezembro de 2008

Projecto Escola - Electrão

Daqui a pouco tempo, o espaço exterior da escola (frente ao portão para a Avenida 25 de Abril) vai dispor de um caixote -ponto Electrão, onde vamos poder entregar todos os EEE - Equipamentos Eléctricos e Electrónicos, que muitas vezes se amontoam nas nossas casas ou que acabam por ter um destino pouco adequado e não respeitador do ambiente.
Os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE) constituem o tipo de resíduos com maior crescimento na União Europeia. Cada cidadão europeu gera, em média, 14 quilogramas de REEE por ano, segundo a Comissão Europeia, embora outros estudos apontem para valores superiores. Um dos problemas associado ao fluxo dos REEE é a presença de substâncias perigosas para o ambiente e a saúde, como o arsénio,o cádmio, o chumbo e o mercúrio.
Este projecto, a cargo do professor João Paulo Patrício foi iniciado no ano lectivo anterior e pretende constituir mais uma acção da Escola Campos Melo em defesa do ambiente, uma vez que a separação e recolha de outros resíduos, como o papel e plástico também já está implementada na escola, com a ajuda dos alunos do curso de Gestão Ambiental.
Mais informação sobre o Projecto Escola - Electrão aqui.

8 de dezembro de 2008

Concurso "Na Senda de Darwin"

Esta é a terceira prova submetida ao concurso "Na Senda de Darwin", pela equipa "Tentilhões da Campos Melo", constituída por três alunos do 12ºB: Ana Gonçalves, Daniela Marques e Guilherme Monteiro.
A terceira prova pretendia que as equipas concorrentes idealizassem o que teria sido um dia a bordo do Beagle, na viagem de cinco anos que Charles Darwin efectuou.
A montagem final do filme teve a preciosa ajuda do André Fernandes, do 10ºA e claro, do Clube de Cinema da escola.


Para visualizar outros filmes a concurso clicar no sítio Ciência Hoje

5 de dezembro de 2008

Será apenas um violino, ou uma melodia de natal?! Ou então apenas a simples música a entrar-nos no coração!

O vilolino é grande, tem uma forma arrendondada, com um círculo na parte mais baixa da madeira. Tem uma cor acastanhada que reflecte as noites de grande espectáculo o reflexo das pessoas que o tocam, as cordas esticadas e alongadas o brilho dos rasgos das cordas, o toque da melodia suave produzida pelas impressões dos toques dos dedos. O brilho, a luz da cor, do acabamento da junção das quinas, nos cortes redondos, o acabamento das cordas, o estremecer das vibrações .Todo aquele conjunto de ligações , a alegria que ele transmite, um perfil do lado esquerdo com um rasgo de cor preta , os espaços direitos que se vêm através das cordas, o impulso de lhe poder tocar. Todo o seu acabamento, a sua estrutura , as curvas que o contornam numa faixa irregular a acabar numa parte em bico, com o reflectir da cor mais escura do acastanhado da sombra e das rugas e rasgos, por mais pequenos que sejam marcados pelo tempo. Pois só tocando nele, ele transmite tudo o que quer mostrar.

Leitura, para pensar!

Leituras de Natal III

A NOITE DE NATAL

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Acorda, pequeno rei!
Estremunhado, o pequeno rei esfrega os olhos e senta-se na cama. Nisto bate com o nariz num lenço atado na ponta de um fio que pende do tecto.
— Ah, o lenço! De que é que não me queria esquecer?
Tu querias abrir a porta, pequeno rei.
O pequeno rei desliza descalço até à porta do quarto.
— Está bem assim? — pergunta, abrindo a porta.
Não, não é uma porta qualquer. É uma especial, a última! Pensa, pequeno rei!
— Já sei! — Corre para a biblioteca e pára em frente de um quadro.
Até que enfim! Estás no local certo.
O pequeno rei abre a última portinha do calendário do Advento, a do número 24. Bate palmas entusiasmado, e já está completamente acordado.
— Oh, que maravilha! Então hoje é Noite de Natal! Será que a árvore já está feita? Vamos lá ver.
Aos saltos de contente, dirige-se à porta da sala e tenta rodar a maçaneta da porta. Está fechada à chave.
O pequeno rei espreita pelo buraco da fechadura.
Nada de espiar, pequeno rei! Esta porta só se abre quando o sino tocar.
— Então ainda tenho de esperar muito tempo! Tempo de mais, até!
O pequeno rei dá meia volta e corre em direcção à porta da entrada.
Ei! Onde é que tu vais? Ainda estás em pijama!
— Está bem, pronto, eu visto-me primeiro.
Após alguns minutos, já está lá fora a esbracejar.
— Estão aqui rastos de trenó! Ah, apanhei-o! Está aqui!
O Pai Natal está aqui, na minha sala!
É possível. De certeza que está a preparar tudo para a Noite de Natal.
— Oh, tenho de ver isso! — exclama o pequeno rei, correndo para a janela. — Talvez consiga ver alguma coisa pelo lado de fora.
Tem paciência, pequeno rei.
— Ora, deixa-me em paz! Eu quero saber tudo, tudinho!
Com cuidado, o pequeno rei põe-se em bicos de pés para chegar ao parapeito exterior da janela. Mais acima! Mais um bocadinho… Zum! A persiana desce.
Aí está! Tem mesmo de ser uma surpresa.
Agora, o pequeno rei sente-se ofendido.
— Assim não, querido Pai Natal! Eu não deixo que me ponham de fora!
Sai dali a correr e desaparece na arrecadação.
Em que é que estás a pensar desta vez? Acalma-te. Até à distribuição dos presentes, o tempo passa depressa.
O pequeno rei não responde. Em vez disso, sai da arrecadação, arrastando pela neve uma escada enorme, que encosta contra o muro do palácio.
Pára com isso imediatamente!
Sobe para o telhado e senta-se diante da chaminé. Também tem uma cana de pesca com ele.
— Agora, vou pescar algumas bolachas de Natal. No meu palácio, eu faço o que quero.
E deixa cair o fio de pesca pela chaminé abaixo. Depois, dá à manivela e volta a puxar.
— Hurra! Uma estrela de canela! humm, destas é que eu gosto. Vamos lá repetir de novo.
O pequeno rei pesca mais bolachas de Natal.
— Oh, uma bolachinha de baunilha! Que maravilha! Que delícia! Este lugarzinho é mesmo um esconderijo calmo e escondido. Um lugarzinho com muitas bolachinhas, ah,ah,ah!
Felicíssimo, o pequeno rei põe-se a dar saltos e a rir.
Isso não tem graça nenhuma, pequeno rei. E não andes assim aos saltos, presta atenção. Cuidado! Oh, não! Escorregou, já não o consigo ver!
O pequeno rei escorrega do telhado, cai ruidosamente sobre um monte de neve e, em seguida aterra-lhe em cima neve do telhado. Já não se vê mais nada dele.
Onde estás, pequeno rei? Ainda estás vivo? Responde!
Mas ninguém responde. Em frente do palácio só está um boneco de neve.
Ei, boneco de neve, sabes onde está o pequeno rei?
— Enterrado — responde o boneco de neve. E grita depois: — Ajuda-me, Grete!
Vem aí o cavalo preferido do pequeno rei. Fareja o boneco de neve e empurra-o ligeiramente:
— Hiiii!!
Oh! Dentro do boneco de neve está escondido o pequeno rei! Grete, ele está a bater os dentes! Vai enregelar cá fora na neve.
— E…est… está mm… mui…to fffrio .
Grete agarra o pequeno rei pela ponta das calças e leva-o para o estábulo. Deita o amigo com cuidado na manjedoura e cobre-o com palha.
— Ah, Grete, que amorosa que tu és – suspira satisfeito o pequeno rei.
Olha, vem aí mais alguém. O esquilo Arbustinho trouxe-te uma noz.
— É muito boa.
E o cão Au-Au dá-te o seu osso preferido.
O pequeno rei arregala os olhos.
— Bem, talvez mais tarde, para a sopa.
O gato trouxe-te um cobertor e o Piu Piu vai cantar-te uma canção.
— Que simpático! E é tão natalício!
Muito bonito, até parece um presépio de Natal: palha na manjedoura, o boi e o burro ao lado…
— Como? – o pequeno rei e a Grete fazem uma cara de indignados.
Bem… não: o rei e o cavalo. Ainda tens frio?
— Está melhor. É quentinho e faz coceguinhas boas. É agradável.
Dlim-dlão! Grete e o pequeno rei esticam os pescoços.
O sino de Natal está a chamar para a distribuição das prendas.
Dlim-dlão.
Com um salto, o pequeno rei sai da manjedoura.
— Ah, até que enfim! Agora vai começar.
Com mais calma, pequeno rei.
Corre para o palácio direito à árvore de Natal. Que bonita está! Ainda mais do que no ano passado. Todas as velas ardem, a grinalda reluz, e nos ramos estão penduradas figurinhas de madeira e bolachinhas redondas.
— E aqui estão as prendas.
Há também um prato com bolachas em cima da mesa posta. Hum, que bem que cheira o assado de Natal.
O pequeno rei mete à boca uma bolacha e abre a primeira caixa.
— Estou tão nervoso. O que haverá lá dentro? Oh, um jogo de xadrez novo.
Ei, alguém bate à porta. Ora vê quem está à janela: os teus amigos do estábulo. Eles também estão curiosos.
O pequeno rei abre outra prenda sem prestar atenção ao que lhe dizem.
— Ah, deixa-me em paz, tenho de desembrulhar as prendas.
O que haverá dentro desta caixa? Oh, um lenço com um nó!
— Mas isto não é nenhuma prenda a sério! Será que me tornei a esquecer de alguma coisa?
Com certeza! Afinal querias abrir uma porta! A porta mais importante do Natal. Tu já sabes…
O pequeno rei ri:
— Claro, um rei sabe sempre tudo!
Corre para a porta principal e abre-a. Todos os animais estão na entrada e olham-no com expectativa. Pouco tempo depois, já todos estão sentados a comer debaixo da árvore de Natal.
— Ora prova lá esta bolacha com açúcar!
— Hiiii.
— Miaauuu.
— Claro que podes comer as da árvore!
Todos riem, estão felizes e dividem entre si as bolachas e o assado.
Bom, então um feliz Natal a todos!
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Hedwig Munck, Der kleine König: neue Geschichten mit der kleinen Prinzessin Plauen,
Junge Welt, 2002

4 de dezembro de 2008

Peça do mês de Dezembro

A Peça do Museu Educativo da Escola Campos Melo do mês de Dezembro é o Higrómetro de Daniel, um instrumento em forma de tubo em U que serve para determinar a temperatura de condensação e a humidade do ar. Para sabe mais acerca do património histórico é conhecer e visitar o museu da escola.

3 de dezembro de 2008

Cursos de Análise Laboratorial e Gestão Ambiental em Visita à ETA - Capinha

Os alunos dos cursos Técnico de Análise Laboratorial e de Gestão Ambiental, realizaram no dia vinte e seis de Novembro uma visita de estudo à Estação de Tratamento de Águas da Capinha, a fim de, entre outros objectivos, se inteirarem dos aspectos fundamentais da gestão, garantia e melhoria da qualidade da água, bem como identificar equipamentos e operações /processos de tratamento de água para consumo humano.
Professoras Guida Silva, Cristina Lourenço e Marina Santos

2 de dezembro de 2008

Da turma de Gestão Ambiental para a comunidade

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No dia 28 de Novembro de 2008 colocámos na entrada principal da escola o presépio idealizado e elaborado por todos os alunos da turma.
Empenhámo-nos com afinco e dedicação na sua produção, só assim sendo possível a sua concretização num tão curto espaço de tempo.
O projecto foi realizado no âmbito do currículo da disciplina de OSTRS, utilizando materiais recicláveis e reutilizáveis, uma das temáticas exploradas no currículo do Curso Técnico de Gestão Ambiental.
Com o nosso simbólico contributo desejamos a todos um Feliz e Santo Natal.
Texto da Turma de Gestão Ambiental (12º K)
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publicação de Ana Teixeira, Cristina Ribeiro e Inês Pascoal

1 de dezembro de 2008

Dia Mundial de Luta Contra a Sida

Comemora-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra a Sida.
Na Escola e durante a semana serão exibidas curtas metragens acerca da problemática que afecta todo o mundo, em particular o continente africano.
As curtas a exibir relatam estórias e situações da realidade africana bastante próxima da realidade dos países desenvolvidos, mais do que à partida parece ser...!


"NUNCA SOZINHO"
Curta metragem que será exibida na mostra Histórias de África que o Clube de Cinema da ESCM coordenará em cooperação com o Programa de Educação para a Saúde e todos os docentes envolvidos na actividade.

"Histórias de África" é uma colecção de filmes sobre o HIV/SIDA de grandes realizadores africanos baseados em ideias de jovens africanos e que gentilmente foi cedida pela Associação Abraço.

(Prof. José António Farias - Clube de Cinema da ESCM.)

30 de novembro de 2008

Simulando Aprendemos!...

CEF – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - 92ºE
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Com o objectivo de praticar de forma simulada situações de carácter empresarial, foram criadas empresas na turma, de modo a que os alunos tomem uma maior consciência do trabalho que os espera, nomeadamente a realização de actividades da rotina administrativa, sendo a sala de aula um escritório simulado.
Assim, no dia 26 de Novembro, realizou-se na nossa Escola um intercâmbio com alunos do mesmo curso da Escola Integrada de S. Domingos, que constou de:
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“Almoço de Negócios” na cantina;
Visita às instalações;
Reunião de Trabalho na biblioteca: Divulgação das empresas criadas em ambas as Escolas.
Foi uma experiência muito interessante e divertida da qual os alunos gostaram bastante e estão muito empenhados em continuar a realizar tarefas que os façam viver a realidade laboral.
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A Coordenadora do Curso: Ana Paula Fernandes


28 de novembro de 2008

Leituras de Natal II

Rob tinha quinze anos e vivia numa quinta. Todas as madrugadas se arrastava para fora da cama para ajudar a mungir. Às vezes, sentia que o esforço era demasiado.Rob gostava do pai. Não sabia até que ponto, quando um dia, um pouco antes do Natal, ouviu o pai a dizer à mãe:
― Mary, custa-me muito chamar o Rob de manhã. Ele está a crescer muito depressa e precisa de dormir. Gostava de conseguir desembaraçar-me sozinho.
― Mas não consegues, Adam. A voz da mãe era determinada.
― Eu sei ― disse o pai lentamente ― mas a verdade é que me custa mesmo ter de o chamar.
Ao ouvir estas palavras, Rob sentiu algo a mexer dentro dele: o pai amava-o! Nunca antes pensara nisso. Passou a levantar-se mais depressa. O sono fazia-o tropeçar e vestia a roupa com os olhos bem fechados. Mas, mesmo assim, levantava‑se.
Na véspera de Natal do ano em que fazia quinze anos, estava deitado a olhar pela janela do sótão e a desejar ter um melhor presente para o pai do que uma gravata de dez cêntimos comprada na loja.
Lá fora, as estrelas brilhavam, e havia uma em particular que lhe parecia ser a Estrela de Belém. ― Pai ― perguntara uma vez ― o que é um estábulo?
― É apenas um celeiro como o nosso ― respondera o pai.
Então Jesus nascera num celeiro, e fora para um celeiro que os pastores e os reis magos se tinham dirigido, com os seus presentes de Natal.
Ficou siderado com a ideia. Por que não dar um presente especial ao pai? Podia levantar-se cedo, mais cedo do que as quatro horas, e esgueirar-se para o celeiro para mungir. Faria tudo – mungir e limpar – sozinho. Quando o pai chegasse, veria tudo já feito. E saberia quem o fizera.
Nessa noite, deve ter acordado umas vinte vezes. Às três menos um quarto, levantou-se e vestiu-se. Desceu silenciosamente as escadas, tendo especial cuidado com as tábuas que rangiam, e saiu. Uma grande estrela cor de ouro avermelhado pairava por cima do celeiro. As vacas olhavam-no, sonolentas e surpreendidas.
Nunca antes mungira sozinho, mas parecia fácil. Não parava de pensar na surpresa que o pai teria. Sorria e mungia com segurança, deitando para a selha dois fortes jactos, espumosos e perfumados. As vacas estavam surpreendidas mas anuíam. Era a primeira vez que se portavam bem, como se soubessem que era Natal.
A tarefa foi desempenhada com mais facilidade do que habitualmente. Pela primeira vez, mungir não era penoso. Era algo de diferente: um presente para um pai que o amava.
De volta ao quarto, só teve tempo de tirar a roupa no escuro e de saltar para a cama, porque já ouvia o pai a levantar-se. Cobriu a cabeça com os lençóis para silenciar a respiração ofegante. A porta abriu-se.
― Rob! ― chamou o pai. ― Temos de nos levantar, filho, mesmo sendo Natal.
― ‘Tá bem ― disse com sono.
― Vou indo ― disse o pai. ― Vou pondo as coisas a andar.
A porta fechou-se e Rob ficou quieto, a rir com os seus botões. Os minutos nunca mais passavam – dez, quinze, não sabia quantos – até que ouviu de novo os passos do pai.
― Rob!
― Sim, Pai?
O pai estava a rir, um riso esquisito, soluçante.
― Pensavas que me enganavas, não?
― É por ser Natal, Pai!
O pai sentou-se na cama e apertou-o contra si, num grande abraço. Estava escuro e não conseguiam ver os rostos um do outro.― Agradeço-te, filho. Nunca ninguém fez coisa mais bonita…
― Oh, Pai.
Não sabia o que dizer. O seu coração transbordava de amor.
― Bom, parece que posso voltar para a cama ― disse o pai, volvido um momento. ― Espera… estás a ouvir? Os pequeninos já estão a acordar. Agora que penso nisso, nunca vos vi a olhar pela primeira vez para a árvore de Natal. Estava sempre no celeiro. Anda daí!
Rob levantou-se, vestiu-se de novo e desceram para ver a árvore de Natal. Depressa o Sol tomou o lugar da estrela. Oh, que Natal aquele, e como o seu coração quase rebentou de timidez e alegria quando o pai contou à mãe e aos mais novos que ele, Rob, se tinha levantado sozinho.
― O melhor presente de Natal que alguma vez tive, e hei-de recordá-lo, meu filho, todos os anos na manhã de Natal, enquanto for vivo.
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Pearl S. Buck, Lighting candles in the dark
Philadelphia, FGC, 2001
via
Clube dos Contadores de Histórias

27 de novembro de 2008

Feira do Livro na BECRE


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A partir de ontem, 26 de Novembro, e até ao próximo dia 12 de Dezembro, pode ser visitada a habitual Feira do Livro no horário normal da BE/CRE.