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9 de outubro de 2010

Daniel Casteleira - Ex-aluno da Campos Melo

"Sou o Daniel Casteleira ex-aluno da ESCM, estes últimos dias têm sido muito importantes para a minha vida, tanto a nível pessoal como profissional, dai sentir a necessidade de partilhar convosco o que hoje sinto. Ao longo destes últimos 6 meses construi com muito trabalho uma empresa de organização de eventos a Black at White que tem vindo a ganhar cada vez mais atenção em Coimbra, tornando-se assim a mais prestigiada empresa de OE da cidade. Convido-a a conhecer em www.blackatwhite.pt/.
Mas esta semana, é com tremenda alegria que atingi para mim um grande feito, ao longo de varias entrevistas e idas a Lisboa íntegro a partir deste mês com 20 aninhos, a equipa de organização do Moda Lisboa, o mais prestigiado evento na área da moda deste País. Por isso, porque não devemos pensar só no que somos hoje, mas sim, também no que fomos ontem, venho partilhar aqui com a comunidade Campos Melo a alegria que hoje sinto, Obrigado aos meus professores que sempre me apoiaram a seguir pelos caminhos certos…Obrigado.

Para os alunos da escola, que este seja um pequeno exemplo, para não serem só empreendedores no futuro, mas também no seu dia a dia… estudando e a alimentando-se de objectivos e sonhos.

Despeço-me com o meu maior respeito e saudade.

Cumprimentos,

Daniel Casteleira

Nota: Não podíamos deixar de divulgar parte deste mail que o Daniel enviou para a Directora da nossa Escola.
É uma enorme satisfação ver este nosso ex-aluno realizado profissionalmente, sendo reconhecido o seu mérito e competência a nível nacional. De realçar também o sentimento de gratidão e reconhecimento pelo papel que a Escola Campos Melo teve na sua preparação como profissional e como pessoa.
Parabéns Daniel !!
A Escola Campos Melo tem o maior orgulho em o ter tido como aluno e deseja-lhe o maior sucesso !!

28 de abril de 2010

Onde é que eu estava no 25 de Abril?

Testemunho
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Naquele 25 de Abril de 1974, luminoso e quente como o deste ano, acordei sobressaltada com o Trim áspero da campainha da porta – não havia telemóveis, eram raros os telefones e as máquinas em geral.
Era a vizinha do 1º andar que, mais ou menos aos gritos, anunciou:
– Ai Senhora Dona L…, anda uma revolução lá por Lisboa!!!
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Dei um pulo da cama e, numa excitação incontida, galguei as escadas até à Dona S... pedindo mais informações. Só consegui saber que as rádios transmitiam apenas música.
De repente, lembrei-me da "Grândola", antecedida pela leitura emocionada e emocionante da primeira quadra, que ouvira na Renascença nessa mesma madrugada. Será que tinha alguma coisa a ver com a dita revolução?
A minha mãe continuava gelada, no patamar superior. Toda a família do lado materno vivia na capital e o seu coração apertava-se de angústia.
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Ligámos a rádio e ouvimos uma música tipo marcha militar. Na TV - a preto e branco e sem comando, apenas ainda com dois programas e a emitir a partir da tarde, nem sombra da Mira técnica. Só uma multidão de moscas freneticamente piscando num fundo esbranquiçado.

Poucos minutos depois estava na rua. O ambiente era o mesmo de sempre: tranquilo e pacato, típico de uma vila da província.
Ao cimo da rua, o posto da PSP também não aparentava quebra da normalidade.
Na avenida Salazar, o movimento era intenso por ser dia da Feira anual. Mas, junto ao Colégio de Santo António, um monte de gente concentrava-se perto da entrada. As portas estavam fechadas enquanto um contínuo, o Sr António, empoleirado numa escada, pintava de branco uns dizeres escritos a tinta vermelha, algo familiares, obra nocturna do activo núcleo do MRPP local: ABAIXO A GUERRA COLONIAL!... e quejandos.

Eu andava no último ano do curso complementar do liceu, antigo 7º ano, e tinha 17 anos.
Mas no Fundão, aos 17 anos, quase todos entrevíamos o que era a resistência ao regime.



Basta mencionar o nome dos irmãos Paulouro, Armando e António, e o do Jornal do Fundão, sob a batuta deste último. Basta lembrar o sussurrar da frase "está cá a PIDE!", por entre o caloroso e comovido aplauso às intervenções da intelectualidade portuguesa, e até internacional, no Encontro Nacional de Teatro realizado um par de anos antes.

Desde pequena que via as ramonas da polícia de choque estacionadas à minha porta sempre na noite de 1 de Dezembro quando, a coberto da Restauração, o povo saía à rua e, já que mais não fosse, afrontava a proibição de ajuntamentos e manifestações.

Houve também uma extraordinária professora de inglês no 5º ano, com quem falávamos dos livros, da música, da vida, da liberdade. Com ela fazíamos sessões de leitura e debate da poesia proibida, copiada à mão em folhas de papel Bíblia, e ouvíamos as músicas do Zeca, do Adriano, do Cília, do Zé Mário Branco, recopiadas em cassetes, roufenhas de tanto ouvidas.

E no ano anterior, durante a preparação da nossa récita de pré-finalistas, tinha havido um lápis azul esquartejando poemas como o "Cântico Negro" e o "Tu Piedade", mais aquele murro no estômago quando, ao telefonar para casa do Zeca – Oh, santa ingenuidade adolescente! queríamos convidá-lo para cantar – me respondeu a mulher, com a voz mais natural deste mundo: "O Zeca está preso. É todos os anos assim por alturas do 1º de Maio...".

A manhã do 25 de Abril de 74 foi mesmo, para muitos de nós então, a luz ansiada, a aurora tão apetecida.

Estamos a precisar de outra.


Então e hoje
Elsa Duarte
Imagens da Net

27 de abril de 2010

Testemuho

No dia 25 de Abril de 1974,
Encontrava-me na sala 3 desta Escola, no 1º ano do Curso Complementar de Secretariado e Relações Públicas; tinha eu 17 anos, A Professora que nos dava aula, no momento em que foi divulgada a revolução, era a Drª Ascensão Simões.
Foi o Director da Escola, Dr. Guimarães, quem nos trouxe a notícia, à sala de aula. Foi uma situação algo insólita e estranha para mim, porquanto via as minhas colegas, cujos namorados se encontravam na guerra colonial, choravam, enquanto os Professores no átrio da Escola, se abraçavam de alegria.
Fiquei baralhada e não alcançava o significado dos acontecimentos.


À época: Ana Paula Vergamota Pinto
(aluna)

6 de janeiro de 2009

Testemunho do Ricardo Silva

Por portas e travessas da Net descobrimos aqui, há uns tempos, o rasto de um dos nossos ex-alunos, o Ricardo Silva, que frequenta em Liverpool – berço dos Beatles – um PhD em “Geophysics” e estava, à época, na Austrália.
Comentário puxa e-mail, ideia gera ideia, ficou prometida uma entrada sobre ele aqui no BREVES e combinada uma entrevista para o Fio, a fazer quando viesse passar o Natal cá à santa terrinha.
Mas a coisa não ficou por aí. O Ricardo prontificou-se, de imediato, a vir à sua escola secundária falar com “os alunos acerca da sua experiência na ciência e das suas andanças”.

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Foi o que fez hoje com as turmas de 12º ano, no âmbito da Área de Projecto de Biologia, Psicologia e Sociologia. A quem contou o seu percurso:
Acabado o secundário na ESCM em 1998/99, licenciou-se em Geologia, na Universidade de Coimbra, em 2003. Fez um estágio profissional de um ano na Câmara do Fundão. Seguiu-se o mestrado em Geodinâmica Externa na Universidade de A Corunha, na Galiza, em 2005-2006. Iniciou o doutoramento em finais de 2006, na Universidade de Liverpool, e esteve, recentemente, um mês na Geoscience Australia, divisão de Petróleo e Geologia Marinha do Governo Australiano.
O testemunho dado hoje pelo Ricardo, um misto de audácia e perseverança, suscitou a curiosidade da jovem plateia, a quem desvendou um pouco sobre a sua área de investigação.
Deixamo-lo, caro leitor, com as palavras do próprio Ricardo:
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Penso que já ouviram falar algo sobre a tectónica de placas, aquele puzzle de continentes à deriva que se afastam e empurram uns aos outros, numa escala temporal para além da nossa fugaz passagem “por cá”. A dinâmica responsável pelo afinamento e eventual ruptura dos continentes que, posteriormente leva à formação dos oceanos, é um dos pontos a que eu me dedico, mas não só.
A passagem do que é verdadeiramente crosta continental e o que é, indubitavelmente, crosta oceânica é uma das maiores questões a ser respondida tanto pelo mundo académico como pela indústria petrolífera, sendo a identificação da transição-continente-oceano o meu “Holy Grail”.
Neste momento, a margem Angolana e a Brasileira são o meu laboratório do Atlântico Sul e a conjugada Austrália-Antárctica fazem parte do meu próximo projecto (a seguir quem sabe!). Estas áreas são as famosas margens de rifte, locais que fazem crescer, não só água na boca às petrolíferas, como também, os custos de exploração. O meu objectivo consiste em desenvolver e testar metodologias geodinâmicas e de exploração geofísica, para margens continentais com muitos sedimentos (os sedimentos são basicamente a “tralha” que os agentes de erosão transportam para bacias sedimentares e aí se acumula).
O fixe de estar nesta área é a possibilidade de viajar pelo mundo, ir a conferências e conhecer aqueles “tipos” que reconhecíamos dos livros, conhecer culturas muito diferentes da nossa e chegar à conclusão que este mundo não é assim tão grande.

22 de novembro de 2008

Valeu a Pena

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Nunca pensei que esta sexta-feira chegasse assim tão de repente, quando há um ano me inscrevi neste processo de RVCC. Pensei que mais dia menos dia iria desistir devido à falta de tempo e à sofisticação exigida por este processo.

Mas eis que ali estou eu. À minha frente oito pessoas, entre formadores e responsáveis.

E perguntava eu para mim mesmo quem sou eu para merecer tamanha importância? Afinal não sou só um número, não sou mais um do molho? Que importância tenho eu para esta gente? O que significa a minha vinda, de tão importante para esta gente, professores, formadores e respectiva assistência neste auditório?

Sou como num jogo de xadrez a peça mais importante em todo este tabuleiro, sou na realidade alguém a quem se dá a importância devida, alguém que me faz recordar os tempos idos de infância, em que os valores morais me eram incutidos em casa e na escola pela minha professora, que ainda hoje não esqueci e nunca esquecerei.

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Todos estes professores neste auditório querem algo de mim, querem que eu seja mais que um simples aluno, querem eu lhes mostre o fruto do seu trabalho, da sua dedicação, a mim, a um adulto que porventura só lhes causei trabalho e dores de cabeça.

Afinal são pessoas especiais! Tão especiais como muita gente conhecida das revistas, são “pessoas” especiais anónimas, somente conhecidas por quem lida diariamente com elas. Têm ainda uma disponibilidade que não sei explicar bem, será que não têm vida familiar? Filhos? Marido ou esposa? Que pessoas são estas que se dedicam de corpo e alma a uma causa? A um processo de RVCC, de adultos que pelas mais diversas razões deixaram de estudar e que agora querem completar os seus estudos! E querem que tudo lhes seja explicado e interpretado, como se fossem os professores, que estão diante de si, os culpados das suas “desgraças” pessoais!

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Sinto o dever de hoje e aqui, deixar um bem-haja a todos estes professores que acima de tudo desempenham uma função social, de tolerância e de transmissão de valores que tão esquecidos estão hoje. Sempre mal vistos e desamparados como estão, são seres humanos dedicados à causa de outros, os quais não conhecem e tão afavelmente acolhem no mundo do ensino.

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....................................................................José Reis

.........................Formando do RVCC certificado com o 12º Ano

30 de setembro de 2008

Dia Europeu das Línguas - Dia das Línguas

O Dia Europeu das Líguas, comemorado na sexta-feira, começou com a palestra «Aprendiz de Jornalista, uma experiência contada na primeira pessoa».
Perante uma plateia de alunos de 8º e 9º anos, o nosso ex-aluno João Rodrigues, que é caloiro em Medicina, relatou a sua experiência de colaboração com o Clube do Jornal da ESCM, a Fórum Estudante e o Urbi et Orbi online. Mostrou os recortes dos textos publicados e um dos vários relatórios que fez enquanto animador da Fórum.
Foi nesta qualidade que, de entre 100 colaboradores, foi um dos 11 convidados pela revista para fazer uma viagem de oito dias ao Brasil, como demos conta em entrada anterior.
Desta aventura mostrou fotos e contou peripécias que muito divertiram o jovem público.
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Não deixando de valorizar esta oportunidade como uma excelente recompensa de todo o seu trabalho, o João salientou que ao aceitar o desafio não ia em busca de nenhum prémio e que ver os seus textos publicados já foi para ele muito gratificante.
Incentivou os presentes à leitura e à escrita, bem como a aproveitarem bem todas as experiências que as actividades extra-curriculares proporcionam.
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Ao longo do dia estiveram expostos por toda a escola cartazes de divulgação sobre os usos e costumes linguísticos e culturais das línguas que fazem parte dos currículos escolares.
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A meio da tarde, realizou-se o Lanche Internacional, buffet de especialidades espanholas, francesas, inglesas e portuguesas, desta vez acompanhado pela divulgação das respectivas receitas.
Neste momento de descontração, alunos e professores puderam degustar as iguarias, preparadas pelos docentes dos Departamentos de Línguas, e quebrar o stress do início do ano lectivo.
Uma menção aos alunos do 8º B que muito ajudaram nos preparativos deste concorrido lanche.
Aqui fica o álbum de fotos.

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As actividades encerraram com a conferência do Dr. Carlos M. Silva sobre o tema «Desenvolver estratégias de sucesso em alunos com DEALE (Disléxia/Disgrafia)», dirigida a docentes e encarregados de educação.


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