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21 de abril de 2015

Concurso "A Poesia da Cortiça" - Green Cork Escolas 2014/15

Grupo lI: 2º e 3º Ciclo
Escola: Escola Secundária Campos de Melo
Poema elaborado pela artista Ana Catarina Gomes Faria, da turma B, do 8º ano de escolaridade.

Votem no poema da aluna do 8ªB da ESCM

27 de abril de 2014

"Viver abril" - Recital de Poesia

No dia dos Departamentos, subordinado ao tema "Viver abril", a literatura teve um lugar de destaque. Alunos e professores de Português recordaram a poesia e a música de  intervenção numa homenagem a todos os que usaram a palavra como arma na conquista da liberdade. Foi um agradável momento de partilha e muita emoção.


2 de dezembro de 2012

Fernando Pessoa



No dia 30 de novembro cumpriram-se 77 anos sobre a morte de um dos nossos maiores poetas. Lembremo-lo pela sua obra.

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa 


(colaboração do blog: Experiências em Português)

8 de outubro de 2012

Fernando Pessoa



Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

 Fernando Pessoa
(colaboração do blog: Experiências em Português) 

24 de setembro de 2012

Outono




Se deste outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome, somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente e tão avara
de alegria.


Eugénio de Andrade


 Foto de Adriana Estrela Fernandes (11ºB de 2011/2012) in http://photonature09.blogspot.pt/ 

(colaboração do blog: Experiências em Português) 

3 de novembro de 2010

Ninho de poetas

Paz Condicionada, Pobreza Descontrolada

Paz, o que é a paz?
Será que realmente existe ou apenas finge que se faz?
Já se viu que a situaçao é de facto inacreditável
Mas será que a solução é realmente incontestável?
É bem visivel a crueldade presente na sociedade
Fala-se em democracia, mas a ditadura é que controla a verdade
Nao vai ser um acto único a alterar o mundo
Nao será facil mudar ideias neste meio moribundo
Cabe à geração actual controlar a situação
Pegá-la com corpo e alma, melhorá-la com o coração
Tentar ver a posição dos mais necessitados
Fornecer algum apoio e melhorar os seus cuidados
Compreender o sofrimento de dormir numa cama de cartão
À chuva e à mercê do vazio da solidão
Sonhar em céu aberto, sem uma parede protectora
Situação na qual a tristeza sairá sempre vencedora
Porque se desperdiçam tantos fundos em guerras e ilusões?
E nao se faculta uma chance aos que vivem por tostões?
Batalhas sem propósito, crises a nível mundial
Em que se luta para defender apenas o bem capital
Onde se aplica o dinheiro do suposto apoio social?
Onde está, que nao se vê, a promessa ancestral?
De dar à paz uma vitória por tanto tempo merecida
E levar um sorriso a todo aquele que o necessita
Onde estamos todos nós nas mais árduas ocasiões?
Será que fazemos o impossível para findar complicações?
Consciência eu sei que tenho
E Vontade em tudo empenho
A esperança no entanto partiu
Quando a vida me traiu
Portanto fico e não desisto, embora me encontre triste
Com coragem vou em frente numa esperança que persiste.

Contra obstáculos fico firme, exerço uma força voraz
Com uma certa espectativa de ainda em vida ver a Paz!



Elisabete Andrade, 12ºB

22 de setembro de 2010

Artes e Letras

Setembro...

S-Sempre às avessas.
E-Entendi agora o que se passa.
T-Tantos risos e gargalhadas para soltar.
E-Eis o que se passa.
M-Muito amor vai rolar.
B-Beijos e abraços para variar.
R-Recordar velhos tempos para não desesperar.
O-Ora frio, ora calor.



De Volta:

De volta estou,
e o poema chegou.
As palavras andam no ar,
e o amor não pará de andar.
Tudo é magia,
tudo fica em sintonia.
Mas com a escola,
tudo volta para a bola.
Professores e alunos chegaram,
as suas saudades mataram.
Para todos vocês um bom regresso,
às aulas!

Natércia Carvalho 12ºF

(bio_tel@hotmail.com)

16 de junho de 2010

Camões na Biblioteca

Até ao final da semana está patente na Biblioteca uma exposição sobre a vida e obra de Luís Vaz de Camões.

E como hoje começam os exames, que Camões vos inspire!


26 de maio de 2010

Ainda sobre o XIV Sarau...

Não fui eu que o escrevi, mas sinto as palavras da autora e colega como fossem minhas. Estou certa de que muitos outros partilham estes sentimentos, a começar pelas organizadoras do sarau. Já lho dediquei em particular. Faço-o agora publicamente.



Ah, deixem-me sonhar
Com um sarau cultural,
Também há objectivos na poesia,
E hoje quero respirar do caos,
E sepultar a burocracia.


Ah, que bom seria uma escola de pé,
Com lavrares de canto, dança, sinfonia,
E um marulhar de palavras decantadas,
Onde luzisse o Tejo e a maresia.
Ah, não me levem a mal
Esta minha loucura,
Só a idade já dobra
Este amor que é de sobra.
Já são quase sessenta
Os anos que me dei
Com todo o meu arrojo
De mulher de letras, Deixem-me hoje pensar
Que o resto são tretas.
Já são quase sessenta...
Mas antes que Khrónos
Apresse o passo
Sem me avisar,
Deixem-me degustar
Um sarau cultural,
Com as palavras do poeta
Na sua língua morena
“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Isabel Fidalgo



Poema colhido no Profblog de Ramiro Marques, aqui.

26 de abril de 2010

Primavera

Domingo
A FONTE

Com voz nascente a fonte nos convida
A renascermos incessantemente
Na luz do antigo sol nu e recente
E no sussurro da noite primitiva.



Segunda
GLÓRIA

Depois do Inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.




Terça

Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria primavera,
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera.



Quarta

ANUNCIAÇÃO

Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.



Quinta

FLORES

Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.



Sexta

Das QUADRAS AO GOSTO POPULAR



Tome lá, minha menina,
O ramalhete que fiz.
Cada flor é pequenina,
Mas tudo junto é feliz.


Teu vestido, porque é teu,
Não é de cetim nem chita.
É de sermos tu e eu
e de tu seres bonita.


Andorinha que vais alta,
Porque não me vens trazer
Qualquer coisa que me falta
E que te não sei dizer?



Água que passa e canta
É água que faz dormir...
Sonhar é coisa que encanta,
Pensar é já não sentir.


Sábado

COMO O RUMOR

Como o rumor do mar dentro dum búzio
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto.

25 de abril de 2010

25 de Abril... Sempre!

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.




Vídeo, breve, produzido pelo Grupo Disciplinar de História da Escola Básica 2/3 da Torre, com o apoio da Coordenadora TIC - 2006/07.

36 anos depois...

O teu rosto

É o teu rosto ainda que eu procuro
Através do terror e da distância
Para a reconstrução de um mundo puro.

Para quem tem muita curiosidade, um vídeo mais completo:

Recorda-o não só nos dias de festa from Videoteca Municipal de Lisboa on Vimeo.


23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro II

A Dra. Otília Mesquita, colega aposentada, promoveu a sessão A IMPORTÂNCIA DA LEITURA - OS LIVROS EM POESIA e, uma vez mais, mostrou a sua paixão pela poesia, a dedicação, o empenho e o rigor que continua a imprimir em tudo o que faz.

A declamação de poemas alusivos aos livros e ao prazer de ler, feita por antigos e actuais professores e alunas, constituiu o ponto alto de uma tarde de celebração.


Houve entrega de diplomas e pequenas lembranças a todos os participantes.


E, no final, actuaram o Professor Pedro Ospina e o pequeno e simpático João do Conservatório Regional de Música.

18 de abril de 2010

Ninho de Poetas

Ajuda

Dá sempre a mão àquele amigo,
Aquele que está sempre ao teu lado,
Aquele que está triste,
Aquele que está fefiz,ajudando-o
a partilhar alegria contigo.
Aquele que jamais te mentiu.
Dá sempre a mão até mesmo ao
teu próprio inimigo.



Amor

Eu sou o teu ar,
O teu calor,
O ar que respiras,
Sou as lágrimas que correm
no teu rosto.
Sou a tua felicidade.
Sou a tua alegria .
Sou o teu corpo jamais inseparável.


Natércia Carvalho, 11º F


11 de abril de 2010

O recomeço (das aulas)

Porque amanhã é dia de recomeço, aqui fica um poema inspirador.
Lá estaremos!

Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e, o mais
importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora...
Onde você quer chegar? Ir alto?
Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Se pensarmos pequeno... Coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo
melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.

Carlos Drummond de Andrade (poeta brasileiro (1902 - 1987), também cronista, contista e tradutor)
http://www.pensador.info/autor/Carlos_Drummond_de_Andrade/biografia/

14 de fevereiro de 2010

Ninho de Poetas

Comemorando o S. Valentim...

Amor, Amor...



O amor é uma amizade,
Amor é amor...
O amor é uma chama perdida!
O amor é mesmo uma vida .
O amor é a razão de viver.
O amor é um carinho
que tenho em ti...
Por isso te chamo :
Amor ; Amor....



Amo-te

Amo-te não sei o porquê!
Sei que gosto de ti!
Desde o primeiro dia
em que te vi!
Amo-te porquê?
Amo-te porque és meu!
Amo-te porque és único!
Amo-te porque és maravilhoso.
Amo-te com todas as letras!
Amo-te ontem, hoje,
para sempre...




Natércia Carvalho, 11ºF

7 de fevereiro de 2010

Ninho de Poetas

Verdade!

Nunca mintas;
Nunca inventes ;
Nunca traias ninguém.
Nunca sofras por alguém
Que não te merece .
Mas uma coisa podes
sempre fazer:
dizer a verdade!


Fiel!

Sê fiel a ti mesmo..
Sê fiel...
Aos teus amigos ;
Aos teus pais ;
Ao teu melhor amigo;
Às pessoas que tu
Amas ;
Aquelas que estão

Sempre do teu lado.


Natércia Carvalho, 11ºF

30 de janeiro de 2010

Ninho de Poetas

Parabéns à Natércia!!!
(pelo aniversário e pelos poemas)

Paz

Veio pelo mundo
Anunciar a liberdade.
Entrou e nunca
Mais saiu!
Vem encher os
Nossos corações,
Vem encher a
Natureza,
Vem espalhar a
Paz por todo o
Mundo.

Noite

Os sons da natureza...
O ar gelado no corpo,
A noite calma e fria .
As estrelas no céu..
Vem noite até mim!
Vem noite brilhante!
Vem encher com o teu
Brilho a magia do ar!
Enche as estrelas
Mais brilhantes .
Mas não enchas o céu
De tempestade!
E que haja sempre
Brilho no céu!

Natércia Carvalho, 11ºF (Poema dedicado à minha Professora de Português)