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26 de janeiro de 2009

Viagens na obra de Eça de Queiroz

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Alexandre O'Neill
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Foi o que aconteceu com a Drª Cristina Bernardes. Apenas divulgámos um dos sítios em que colabora logo recebemos, desta recente amiga blogosférica, mostras de carinho e partilha.
O comentário que deixou na entrada sobre o Percurso Queirosiano em Queluz-Sintra não podia ficar por ali, meio escondido. Precisa de ar e luz, merece uma entrada própria. Agradecemos a colaboração e a disponibilidade. Vamos, certamente, aproveitá-la.
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"Por uma empatia muito especial, percorri viagens nos romances e contos de Eça de Queiroz, não só em busca de prazer, mas principalmente em busca de algo que me despertasse uma curiosidade muito especial. Desta maneira, iniciei uma longa caminhada sempre na companhia de personagens marcantes da obra queirosiana. Naveguei com Teodorico até à cidade Santa, Jerusalém, em busca de A Relíquia para a sua querida Titi. Enjoei nos paquetes com Teodoro até à China em O Mandarim. Emocionei-me com os amores trágicos que envolveram o Padre Amaro e Amélia em O Crime do Padre Amaro, Luísa e Basílio em O Primo Basílio, Carlos Eduardo e Maria Eduarda em Os Maias, Vítor e Genoveva em A Tragédia da Rua das Flores. Visitei A Capital com Artur. Entediei-me na cidade de Paris, percorri as serras de Tormes e redescobri o riso com Jacinto em A Cidade e As Serras. Descobri a Torre de Gonçalo em A Ilustre Casa de Ramires. Sonhei e viajei em Os Contos, e por fim, descansei em “Um dia de chuva”. Com estas leituras, o meu apreço pela escrita deste autor do século XIX cresceu e foi assim que a minha peregrinação à descoberta deste autor se iniciou."
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in dissertação de mestrado DA DECADÊNCIA À REGENERAÇÃO: JACINTO E O PERCURSO DE AUTO-DESCOBERTA EM A CIDADE E AS SERRAS.
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Sempre que necessitarem estou pronta para colaborar com vocês sobre este fantástico autor da Literatura Portuguesa.
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Cristina Bernardes
Mestre em Estudos Portugueses, actualmente a fazer Doutoramento em Ciências da Educação na área da Administração e Gestão Escolar e colaboradora nos blogues Fascínio das Palavras, Floresta das Leituras e Jardim Fascinante.
Aproveite a boleia no primeiro blogue e fique a saber o que se passou no Congresso Internacional de Promoção da Leitura.

20 de janeiro de 2009

12 de setembro de 2008

Professor

O Professor é um segredo...
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O professor compra uma agenda nova, um caderno bonito, uma caneta verde. Prepara-se com expectativa (com esperança?) para o que o novo ano lhe trará. O Professor é um aluno que não quis deixar a escola. O professor zanga-se, "congelado", longe da família, horário mau, vida difícil. Faz promessas e juras: não gasta nem mais um minuto no fim de semana, nada de projectos loucos, nem mais um tostão do bolso, nem mais um tinteiro, uma folha de papel, gota de tinta, gota de sangue, gota de suor. Espreitem uns dias depois. O professor está, outra vez, a fazer a festa com os alunos. A festa é, quase sempre, muito maior.
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O Professor tem forma de coração com memória fraca.
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O professor não tem endereço electrónico. Não escreve textos no computador. Não quer. Diz que não, que não gosta, que não percebe. O professor insiste que prefere lápis e papel. Nunca, nunca conseguirá. Diz que não vale a pena. E depois... O professor pede ajuda ao filho. O professor faz formação. Aceita a mão de outro professor. O professor dá mais um passo.
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O Professor é um caderno já muito cheio, onde encontramos sempre muitas folhas brancas.
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O professor fala de saúde, futuro, matemática, inglês, poesia, estudo, música, informática, livros. Sabe fazer projectos, jornais, cartazes, desenhos, receitas, teatro. Cura feridas, ampara tristezas, acalma medos. Escuta segredos, dá conselhos, conta anedotas, prepara passeios, monta exposições. Dirige a escola, dirige um grupo, escreve regulamentos, prepara oficinas, constrói materiais. O Professor não sabe o que quer ser quando crescer. O professor faz muitas perguntas, por dentro e por fora dele. O professor gosta que lhe façam perguntas. O professor ensina que as perguntas são a melhor maneira de aprender. O professor acha mais difícil fazer uma boa pergunta do que dar uma má resposta. O professor ensina a perguntar. O professor não sabe todas as respostas.
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O Professor é um ponto de interrogação com muitas respostas possíveis.
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O professor tem medo. De não conseguir, de não ser capaz, de errar, de acertar, de se perder, de perder alguém. Tem medo de ter medo. Medo de não ter medo. Medo de avançar depressa, de avançar devagar. Medo de ficar parado. O professor tem medo que não aconteça nada.
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O Professor usa o medo como meio de transporte.
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O professor chora, ri. O professor sofre, mastiga desgostos, partilha-os se forem maiores do que ele próprio. Tem sonhos, tem desejos. Às vezes pinta, às vezes canta, outras escreve. Planta flores, cria borboletas, namora, ama, tem filhos, não tem filhos, representa, dança, vai ao cinema. O professor é feliz, é menos feliz, é feliz outra vez. O professor fica parado a pensar no que sente. O professor é de todas as cores por dentro e por fora. Mais do que o arco-íris. Mais do que a maior caixa de lápis de cor do mundo. Mais do que todas as cores que se podem imaginar.
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O Professor do avesso é tão colorido como do direito.
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O professor recomeça tantas tantas vezes, que desiste do prefixo "re". O professor caminha numa estrada que dá voltas e voltas e voltas... Não se lembra de ontem. Não sabe o amanhã. Oferece o tempo que tem.
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O Professor não tem princípio nem fim.
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O professor tem uma magia só dele. Um feitiço que lhe foi lançado, não se sabe quando nem por que fada. Ele é Bela ou Monstro, Princesa Adormecida, Gata Borralheira, Capuchinho Vermelho, Branca de Neve. As madrastas, os lobos, as bruxas, as trevas vão andar sempre por aí. Ele luta, história a história, contra todos eles. O Professor tem de ser o final feliz de todas as histórias, para que o mundo se salve. Por entre o som das palavras, o professor é cheio de silêncios que poucos conhecem. Silêncios que falam, muitas vezes, uma língua que quase ninguém se lembra de ter ouvido.
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O Professor é um segredo que se deve contar em voz alta, para toda a gente ouvir.
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Teresa Martinho Marques
Texto publicado no Correio da Educação, CRIAP ASA, nº232, 3 de Outubro 2005 e aqui.

1 de maio de 2008

Pela Paz...

Um suspiro pela paz!
A cada segundo.

Um sorriso pela paz!
A cada minuto.

Um gesto pela paz!
A cada hora.

Um canto pela paz!
A cada dia.

A construção da Paz
Isso nos pede.

Raul Martins


Os suspiros, os sorrisos, os gestos e os cantos pela paz têm mesmo de ser quotidianos e em uníssono. A ver se alguém nos ouve!
Nos sítios dos amigos, aqui ao lado, fica o enlace com o «pedacinho de mundo» onde o Raul Martins todos os dias faz a sua parte POR UM MUNDO MELHOR.
Obrigada e parabéns, Raul, pela mensagem singela mas tão urgente.